Internacional

Veja os 14 países que classificaram PCC e CV grupos terroristas após EUA

As nações da América Latina e do Caribe atenderam a pedido de Trump para assinar declaração

2 min

23/09/2026 16:34 • Atualizado há 3 horas

Veja os 14 países que classificaram PCC e CV grupos terroristas após EUA

Em uma reunião realizada em Nova York, às margens da Assembleia Geral da ONU, 14 países da América Latina e do Caribe atenderam um pedido dos Estados Unidos para também classificarem as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas.

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A decisão foi formalizada no âmbito do "Escudo das Américas", coalizão liderada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para ampliar a cooperação regional e o combate ao crime organizado. Esses países assinaram a declaração conjunta que enquadra as facções brasileiras e outros 22 grupos criminosos como terroristas.

Veja quais países assinaram a declaração:

  • Argentina
  • Bolívia
  • Chile
  • Colômbia
  • Costa Rica
  • Equador
  • El Salvador
  • Guiana
  • Honduras
  • Panamá
  • Paraguai
  • Peru
  • República Dominicana
  • Trinidad e Tobago

Ações previstas e impacto internacional

A inclusão do PCC e do CV na categoria de ameaça narcoterrorista autoriza os signatários a adotarem sanções internacionais e ações coordenadas de segurança, tais como:

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  • Congelamento de ativos: Bloqueio imediato de contas financeiras, bens e propriedades vinculados aos integrantes ou às empresas associadas às facções.
  • Restrições migratórias: Proibição de entrada e cancelamento de vistos para membros, colaboradores e investigados por apoio aos grupos.
  • Responsabilização criminal de terceiros: Punição legal a pessoas físicas ou jurídicas que forneçam voluntariamente suporte financeiro, logístico ou material.
  • Acionamento do Tratado do Rio na OEA: Intenção de convocar uma consulta do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca na Organização dos Estados Americanos para facilitar ações coletivas na região.

Por que o Brasil não integra a lista

O Brasil não participa do "Escudo das Américas" e mantém o enquadramento do PCC e do CV exclusivamente como organizações criminosas. A legislação brasileira restringe a definição de terrorismo a atos motivados por xenofobia, preconceito ou discriminação de raça, cor, etnia ou religião.

Além disso, o governo brasileiro alega que aceitar a rotulação de terrorismo poderia comprometer a soberania nacional ao abrir precedentes para intervenções externas na segurança interna do país.