Violência contra a mulher: entre a opressão e o falso pretexto da cultura
A mutilação genital feminina, que, segundo a ONU, já atingiu mais de 200 milhões de mulheres

A violência contra a mulher se manifesta de muitas maneiras. O que a gente vê de forma latente na nossa sociedade — como agressão, estupro e chegando ao cúmulo do feminicídio - Em outras culturas, as mulheres enfrentam diferentes tipos de violência.
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A prática de casamentos forçados é uma delas. A mutilação genital feminina, que, segundo a ONU, já atingiu mais de 200 milhões de mulheres. Mais de 30 países da África e do Oriente Médio praticam esse tipo de violência, mas ela também pode ser encontrada em algumas sociedades da Ásia e da América Latina.
Em países como o Irã, depois da Revolução Islâmica de 1979, mulheres são obrigadas a usar o véu, sob o risco de prisão e açoite. A legislação também restringe os direitos das mulheres em questões como separação, herança e custódia dos filhos. Muitas ativistas que se manifestaram contra essas regras foram presas, torturadas, estupradas e mortas.
Uma matéria do New York Times relembra que, há cinco anos, o Talibã retomou o controle do Afeganistão, depois de duas décadas fora do poder. Desde então, mulheres e meninas foram progressivamente apagadas da vida pública e perderam direitos básicos.
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Mais de 160 decretos e medidas restringiram o acesso das mulheres ao ensino médio e às universidades, limitaram o trabalho, a circulação, a forma de se vestir, de falar e até o poder de decisão.
Em uma pesquisa, 90% das mulheres entrevistadas afirmaram precisar da permissão de um homem da família para sair de casa. Mais da metade disse sair de casa apenas uma ou duas vezes por mês. O país é o único do mundo a proibir formalmente o acesso de meninas e mulheres à educação depois do ensino primário.
São cerca de 20 milhões de mulheres apagadas da vida pública. Muitos ainda podem argumentar que se trata de cultura. Quando não é. Isso é violência contra a mulher.
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Se perguntarem a cada uma delas, aposto que gostariam de sair, estudar e se vestir como bem entendessem. Ninguém está questionando posições culturais e religiosas que milhões de mulheres defendem.
O problema é você não ter o direito de escolha e ser obrigada a aceitar as punições mais severas caso decida se opor
