
Olympikus Corre Pace
Divulgação/Olympikus
Resumo
Lançamento do Olympikus Corre Pace ocorre em 24 de fevereiro de 2026, marcando a estreia do primeiro “ultratênis” nacional de alta performance, com apenas 1.500 pares disponíveis e preço sugerido de R$ 1.999,99, destinado a atletas de elite e competições.
Diferenciais do produto incluem peso de aproximadamente 140g no tamanho 40, entressola NT-X Elite feita de 100% PEBA expandido, placa Carbon-G com três camadas de fibra de carbono, e construção minimalista exclusiva para provas rápidas, sendo indicado para corredores experientes e ritmos elevados.
Desenvolvimento do tênis envolveu 18 meses e 35 protótipos, representando avanço tecnológico em relação a modelos anteriores da marca, destacando investimento nacional em pesquisa, mas com incerteza sobre durabilidade a longo prazo e potencial reposicionamento estratégico da Olympikus no mercado internacional de supertênis.
A Olympikus apresentou oficialmente, em 24 de fevereiro de 2026, o Olympikus Corre Pace, modelo definido pela marca como seu primeiro “ultratênis” de alta performance totalmente desenvolvido e produzido no Brasil. Voltado para competição e atletas de elite, o calçado chega ao mercado com apenas 1.500 pares e preço sugerido de R$ 1.999,99, com início das vendas em 7 de março.
O lançamento marca uma nova etapa na estratégia da fabricante nacional dentro do segmento de corrida, tradicionalmente dominado por gigantes internacionais.
Leveza extrema: 140 gramas
O principal diferencial do Corre Pace é o peso: aproximadamente 140g no tamanho 40, número que o coloca entre os modelos mais leves do mercado global. Especialistas do setor chegaram a comparar o peso a um smartphone médio, para ilustrar o nível de minimalismo do projeto.
Para atingir essa marca, a Olympikus reduziu ao máximo estruturas internas, acolchoamentos e reforços, mantendo apenas o essencial para desempenho em provas de alta intensidade.
Entressola 100% PEBA e placa de carbono
O modelo utiliza a entressola NT-X Elite, composta por 100% PEBA expandido a nitrogênio, material reconhecido internacionalmente pelo alto retorno de energia e leveza. O PEBA é a mesma família de polímeros usada em supertênis de marcas globais, conhecida por oferecer efeito de propulsão mais eficiente do que espumas tradicionais em EVA.
Além disso, o Corre Pace conta com a placa Carbon-G, formada por três camadas de fibra de carbono, responsável por aumentar a rigidez longitudinal e potencializar o chamado “efeito trampolim” — combinação que favorece passadas mais rápidas e econômicas.
Entre outras especificações técnicas divulgadas pela marca estão:
- Drop: 6 mm
- Geometria rocker: 37º para acelerar a transição da passada
- Cabedal: Oxitec 5.0 em poliamida ultrafina
- Solado: PROGRIP em PU termofixo
Foco exclusivo em competição
Diferentemente de modelos mais versáteis da própria linha Corre, o Pace foi projetado exclusivamente para provas e treinos de tiro em ritmos elevados, especialmente para corredores que utilizam médio-pé ou antepé.
Por ser extremamente leve e minimalista, o tênis não é indicado para rodagens lentas, treinos regenerativos ou corredores iniciantes. A proposta é atender atletas que buscam ganho marginal de performance em distâncias como 5 km, 10 km e meia maratona — e possivelmente maratona, dependendo do perfil do corredor.
Desenvolvimento nacional e investimento em tecnologia
O Corre Pace é fruto de 18 meses de desenvolvimento e 35 protótipos, segundo a marca. O lançamento foi apresentado no evento “Nova Era da Corrida” e reforça o posicionamento da Olympikus como player competitivo no segmento de supertênis.
Publicações especializadas também destacam que o modelo é resultado de um ciclo de investimentos robustos em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, com foco em reduzir a dependência tecnológica externa e elevar o padrão da indústria nacional de corrida.
Comparação com modelos anteriores
Dentro da própria marca, o Corre Pace representa um salto tecnológico em relação a modelos como o Olympikus Corre Grafeno 3, que utiliza placa de grafeno e espuma baseada em EVA de alta densidade.
Enquanto o Grafeno 3 é mais estruturado e indicado tanto para treinos rápidos quanto para provas, o Pace aposta em:
- Redução drástica de peso
- Espuma 100% PEBA
- Placa de carbono tripla
- Construção mais agressiva e voltada à velocidade
A diferença também aparece no preço e na proposta: o Corre Pace é uma edição limitada e posicionada no topo do portfólio.
Lacuna: ainda sem testes de durabilidade
Como o modelo começa a ser comercializado apenas em março, ainda não há testes independentes de longo prazo sobre durabilidade e quilometragem máxima suportada. Esse ponto deve ser acompanhado nos próximos meses por corredores e portais especializados.
Um marco para a corrida nacional?
Com o Corre Pace, a Olympikus tenta colocar o Brasil no radar dos supertênis de elite, segmento que ganhou força após a popularização das placas de carbono no circuito mundial.
Se o desempenho em provas confirmar as expectativas técnicas, o modelo pode representar não apenas um novo produto, mas um reposicionamento estratégico da indústria brasileira de calçados esportivos no cenário internacional.

