Luiz Phillipi Mourão encontra-se em estado gravíssimo no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Até as últimas atualizações, ele permanece sob cuidados médicos intensivos, e não havia confirmação do protocolo de morte cerebral.
O episódio ocorreu enquanto Mourão estava sob custódia em uma cela da Polícia Federal. Segundo relatos do caso e informações da defesa, ele teria utilizado uma camisa branca para tentar se enforcar, em um método conhecido no meio carcerário como “teresa”. Ainda conforme os relatos, houve demora no socorro, o que teria provocado um período prolongado de falta de oxigenação no cérebro (hipóxia), fator apontado como determinante para a gravidade do quadro clínico.
A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso, incluindo a análise das imagens das câmeras de segurança da cela, com o objetivo de verificar se houve alguma facilitação ou falha de vigilância.
O advogado Robson Lucas da Silva, que atua na defesa, descarta a hipótese de “queima de arquivo” e afirma que, na avaliação dele, o ato foi uma iniciativa do próprio custodiado. Antes do ocorrido, Mourão — apontado por investigações como tendo ligações com o crime e conhecido por apelidos como “sicário” e “mexirica” — havia sido detido por posse de arma de fogo sem registro.
Uma fiança equivalente a cinco salários mínimos chegou a ser arbitrada e paga por familiares antes que a transferência dele para o sistema prisional fosse concluída.
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