Uma comunidade terapêutica de acolhimento a dependentes químicos do bairro Bonfim, região noroeste de Belo Horizonte foi interditada pela Vigilância Sanitária nesta quarta-feira (29). Em uma vistoria envolvendo Ministérios Públicos estadual e federal, além de secretarias municipais de saúde e assistência social, os órgãos constataram as condições precárias em que viviam 35 internos, que compartilhavam apenas dois banheiros e faziam as refeições com alimentos fora da validade. Um idoso, de 60 anos, teria morrido na noite desta terça-feira (28).
A permanência era custeada por parentes ou paga com o repasse do Benefício de Prestação Continuada dos acolhidos. Apesar do pagamento, os próprios internos eram responsáveis pela limpeza e preparo da comida. O espaço funcionava sem alvará, estava inscrito como imóvel comercial e mantinha água e energia com ligações irregulares. Os serviços foram cortados pela Copasa e Cemig, e os moradores da comunidade terapêutica, encaminhados a abrigos da Prefeitura.
O responsável pela instituição é seria o pastor Almir Alves dos Santos, candidato a vereador nas últimas eleições municipais de Belo Horizonte. A defesa do religioso ainda não quis se manifestar.
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