
Aécio, Pimentel, Anastasia e Azeredo se unem para criticar decisão de Zema de alugar Palácio da Liberdade
Reprodução | Edilson Rodrigues/Agência Senado | José Cruz/Agência Brasil
Quatro ex-governadores de Minas Gerais — Eduardo Azeredo (PSDB), Aécio Neves (PSDB), Antônio Anastasia e Fernando Pimentel (PT) — manifestaram, em uma carta aberta, sua “grave preocupação” com a decisão do atual governo de Romeu Zema de autorizar a locação comercial do Palácio da Liberdade para eventos particulares, como casamentos e coquetéis empresariais.
O documento, direcionado a Zema, considera a medida uma "banalização" do símbolo máximo da identidade de Minas Gerais. Os ex-governadores defendem que o Palácio, tombado como patrimônio histórico, possui um valor cívico e tradicional que o difere dos demais bens públicos do Estado.
Na carta, os ex-governadores argumentam que a deliberação "macula as mais legítimas tradições" da história política mineira, transformando um espaço de interesse público em "cenário de exibição de interesses privados". Eles diferenciam a nova política de aluguel de eventos anteriores, que, segundo eles, tinham sempre um "reconhecido caráter de interesse público".
O grupo, que representa diferentes espectros políticos, solicita a reflexão de Zema sobre as consequências da decisão, especialmente em relação ao "sentimento maior de mineiridade", e pede a reversão da medida. Eles alertam para o risco de uma "privatização do uso do Palácio". A Fundação Clóvis Salgado, responsável pela gestão do Palácio, não comentou o assunto.
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