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Jogadores e ex-jogadores de futebol — brasileiros e estrangeiros — estão entre as vítimas de uma fraude milionária no saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), investigada pela Polícia Federal. A operação, deflagrada no Rio de Janeiro, apura crimes de falsificação de documentos públicos, estelionato e associação criminosa ligados a saques fraudulentos do benefício.
Entre as vítimas identificadas estão dois ex-jogadores e um ex-treinador do Cruzeiro:
o atacante Raniel, que defendeu o clube entre 2016 e 2019;
o meia Ramires, revelado pela Raposa e campeão da Copa do Brasil em 2008, que também integrou a Seleção Brasileira;
e o técnico Oswaldo de Oliveira, que comandou o Cruzeiro em 2006 e o Atlético em 2017 e 2018.
As investigações começaram após um banco privado denunciar à PF uma possível fraude em uma de suas agências. De acordo com a corporação, o esquema teria desviado cerca de R$ 7 milhões.
O grupo criminoso seria composto por funcionários e ex-funcionários da Caixa Econômica Federal, além de uma advogada acusada pelos atletas e dirigentes de se apropriar dos valores.
Em agosto deste ano, o próprio Oswaldo de Oliveira registrou uma queixa contra a advogada, afirmando ter sido vítima de um desvio de mais de R$ 3 milhões.
Os investigados poderão responder por falsificação de documento público, estelionato e associação criminosa, além de outros crimes que possam ser identificados no decorrer das apurações.
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