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Justiça determina prisão preventiva do suspeito de ter matado a namorada trans

O crime ocorreu na segunda-feira (20). Imagens mostram que ela foi agredida com socos, chutes e pisões por Matheus, ex-namorado

Por Redação
REDAÇÃO

22/10/2025 • 13:34 • Atualizado em 22/10/2025 • 13:34

Foi convertida em prisão preventiva nesta quarta-feira (22) a prisão em flagrante de Matheus Henrique Santos Rodrigues, de 24 anos, após audiência de custódia na Secretaria de Audiências de Custódia (Seac), no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. Matheus Henrique é suspeito de matar a mulher trans Christina Maciel de Oliveira, de 45 anos, na última segunda-feira (20), em Venda Nova, na capital mineira.

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De acordo com a decisão, o juiz considerou a conversão da prisão necessária pela periculosidade do agressor, pela reiteração delitiva, reincidência, e pela extrema gravidade do crime. O magistrado destacou que a vítima foi atacada em via pública, pelas costas, e pisoteada diversas vezes na cabeça, com o intuito de esmagamento do crânio.

Durante a audiência, o juiz afirmou ter contado cerca de nove chutes na cabeça da vítima, conforme as imagens das câmeras de segurança exibidas novamente na sessão. Segundo o juiz, o acusado tirou a vida da ex-companheira por um sentimento de posse, ressaltando que esse tipo de crime nega à vítima seus direitos e autonomia sobre a própria vida.

Ainda durante a audiência, Matheus Henrique declarou ser dependente químico e afirmou sofrer de transtorno de ansiedade e nervosismo. A defesa pediu que ele permaneça em cela separada dos demais presos, solicitação que foi aceita inicialmente pelo magistrado.

O crime ocorreu na segunda-feira (20). Imagens mostram que ela foi agredida com socos, chutes e pisões por Matheus, ex-namorado que não aceitava o fim do relacionamento. Ele foi preso pouco depois nas proximidades e confessou o crime à polícia, afirmando que as agressões começaram após uma discussão.

O corpo de Christina foi velado e sepultado nessa terça-feira (21), no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em meio a grande comoção de amigos e familiares.

Um mês antes do crime, Christina havia gravado um vídeo sobre o projeto Ecossistemas Solidários, que dá visibilidade a pessoas LGBTQIAPN+ e busca garantir emprego, moradia e dignidade para essa população.

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