Em meio à paralisação de cerca de 180 garis, a Prefeitura de Belo Horizonte iniciou, na manhã desta terça-feira (20), um plano de contingência para reduzir os impactos da greve na coleta de lixo da capital. A medida busca atender, principalmente, bairros das regiões Leste, Nordeste e Noroeste, onde foi registrado acúmulo de resíduos nas ruas.
Os trabalhadores, contratados pela empresa Sistemma Serviços Urbanos, cruzaram os braços nessa segunda-feira (19), cobrando melhores condições de trabalho. Segundo a administração municipal, foram mobilizados 308 garis e 47 caminhões, sendo 38 basculantes e nove compactadores, oriundos de outros contratos de limpeza urbana e de recursos próprios da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).
De acordo com representantes do movimento grevista, cerca de 1,6 mil toneladas de lixo deixaram de ser recolhidas desde o início da paralisação, que já ultrapassa 24 horas. A Prefeitura, por sua vez, estima que 602,75 toneladas de resíduos não foram recolhidas apenas na segunda-feira (19).
Em nota, a SLU informou que segue acompanhando as negociações entre os trabalhadores e a empresa Sistemma, ressaltando que está adimplente com todas as obrigações contratuais e que adota medidas para garantir a continuidade de um serviço considerado essencial à população.
A greve foi anunciada durante um protesto realizado na sede da empresa, no Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo, no bairro São Gabriel. Os garis denunciam atrasos no depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ausência de convênio médico, frota de caminhões sucateada e déficit de profissionais, o que, segundo a categoria, resulta em jornadas excessivas de trabalho. Os trabalhadores afirmam ainda estar há mais de 12 anos sem assistência médica.
A Sistemma informou que foi surpreendida pela paralisação e que está apurando possíveis irregularidades no movimento.
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