A Escola Estadual Professor Ernesto Carneiro Santiago, em Sarzedo, virou alvo de graves denúncias de pais e mães: agressões frequentes, episódios de racismo, perseguição e omissão por parte da equipe escolar.
Os relatos são contundentes. Um dos casos envolve o filho de Viviane Gomes, que, além de vítima de racismo — chamado de “macaco” —, sofreu agressões que resultaram em lesão no olho e risco de perda de visão. A única medida da escola foi expulsar o agressor, solução que, para as famílias, não enfrenta o problema central: a falta de segurança.
As denúncias também expõem fragilidades na inclusão de crianças atípicas. Pais afirmam que a escola não tem estrutura nem profissionais preparados. Um aluno autista foi encontrado desmaiado após uma briga — e, segundo relatos, a equipe demorou a agir, jogou água no garoto para “acordá-lo” e o liberou sem acionar SAMU ou Conselho Tutelar. No dia seguinte, ele estava internado com uma costela quebrada.
A revolta resultou em uma manifestação em frente à escola, com presença da Polícia Militar. Conselheiras tutelares já encaminharam o caso ao Ministério Público, e as famílias pedem que outros responsáveis denunciem agressões e não deixem que situações graves sejam ignoradas.
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