
Em nota, a Vale não reconhece a ligação entre a intoxicação e o rompimento da barragem
Reprodução
Um estudo realizado pela Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira, aponta que pessoas estão sendo contaminadas por metais pesados em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, local onde a barragem do Córrego do Feijão se rompeu em 2019.
O pesquisador Sérgio Peixoto destacou a importância dos estudos no local para avaliar a situação de saúde da população e as mudanças que ocorrem no perfil de risco.
O especialista da Fiocruz ainda comentou sobre a presença dos resíduos minerais no organismo dos atingidos.
Uma moradora da região contou que, além de ficar sem uma fonte de renda, uma vez que era agricultora e perdeu as terras para a lama de rejeitos, ainda teve que lidar com o adoecimento dos 4 filhos.
Questionada, a Vale alegou que ainda não teve acesso ao estudo, mas afirmou que não é possível vincular os resultados da pesquisa ao desastre de Brumadinho por uma limitação metodológica.
A empresa ainda reforçou, em nota, que não há registros nas comunidades locais de casos de intoxicação por metais pesados em decorrência do rompimento da barragem B1 e que monitora os níveis de material nas comunidades impactadas e, até o momento, os resultados estão a níveis de segurança adequados à saúde da população.
*Sob a supervisão da jornalista Duda Ramos
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