
MP investiga mortes no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves
Reprodução
O Ministério Público de Minas Gerais abriu investigação para apurar as circunstâncias das mortes registradas neste ano no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte. A unidade, projetada para 1.047 presos, abriga atualmente mais de 2.200 detentos.Sindicatos que representam policiais penais e servidores técnicos alertam para o risco de repetição da chamada “ciranda da morte”, situação registrada em 1985, quando 33 presos foram assassinados durante um protesto contra a superlotação. Eles afirmam que a falta de estrutura e o número reduzido de profissionais comprometem a segurança e a saúde de internos e trabalhadores. Relatos apontam carência de médicos, psicólogos e assistentes sociais, além de celas em condições degradantes.O Departamento Penitenciário de Minas Gerais informou que nove mortes ocorreram dentro do presídio e oito em hospitais. Entre estas últimas, apenas uma teve relação com agressões sofridas na unidade. Das mortes ocorridas no local, cinco foram confirmadas como homicídios cometidos por outros presos.Segundo o órgão, o aumento de 10% no número de detentos no primeiro semestre de 2025, de 61 mil para 66.436, pressiona ainda mais o sistema prisional e contribui para a crise.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

