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MP investiga mortes no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves

Com superlotação e falta de estrutura, unidade registra 17 mortes em 2025; sindicatos alertam para risco de nova “ciranda da morte”

Por Redação
REDAÇÃO

08/08/2025 • 14:37 • Atualizado em 08/08/2025 • 14:37

MP investiga mortes no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves

MP investiga mortes no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves

Reprodução

O Ministério Público de Minas Gerais abriu investigação para apurar as circunstâncias das mortes registradas neste ano no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte. A unidade, projetada para 1.047 presos, abriga atualmente mais de 2.200 detentos.Sindicatos que representam policiais penais e servidores técnicos alertam para o risco de repetição da chamada “ciranda da morte”, situação registrada em 1985, quando 33 presos foram assassinados durante um protesto contra a superlotação. Eles afirmam que a falta de estrutura e o número reduzido de profissionais comprometem a segurança e a saúde de internos e trabalhadores. Relatos apontam carência de médicos, psicólogos e assistentes sociais, além de celas em condições degradantes.O Departamento Penitenciário de Minas Gerais informou que nove mortes ocorreram dentro do presídio e oito em hospitais. Entre estas últimas, apenas uma teve relação com agressões sofridas na unidade. Das mortes ocorridas no local, cinco foram confirmadas como homicídios cometidos por outros presos.Segundo o órgão, o aumento de 10% no número de detentos no primeiro semestre de 2025, de 61 mil para 66.436, pressiona ainda mais o sistema prisional e contribui para a crise.

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