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Parque nega versão da PBH e afirma que leoa Pretória foi transferida saudável

O parque Beto Carrero World contestou a versão divulgada pela Prefeitura de Belo Horizonte sobre as condições de saúde da leoa Pretória, que morreu nesta semana.

Por Redação
REDAÇÃO

14/11/2025 • 09:58 • Atualizado em 14/11/2025 • 09:58

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Foto: Flávio Tavares/Reprodução

O parque Beto Carrero World contestou a versão divulgada pela Prefeitura de Belo Horizonte sobre as condições de saúde da leoa Pretória, que morreu nesta semana no zoológico da capital durante um procedimento de anestesia. Antes de chegar a BH, ela havia vivido no parque catarinense por 14 anos.Segundo a PBH, a leoa apresentava uma fratura coronal nos dentes caninos inferiores, com exposição e possível necrose da polpa dentária, condição que, segundo o município, teria se originado no zoológico anterior.O parque, porém, nega essa informação. Em nota enviada à TV Band Minas, afirmou que “Pretória foi transferida saudável, acompanhada de toda a ficha médica, informações de manejo e cardápio nutricional”, e que a leoa “sempre recebeu atenção constante e todos os cuidados necessários para garantir sua saúde e bem-estar”.Na última terça-feira, Pretória seria submetida a um procedimento de tratamento de canal associado aos exames gerais de quarentena. Ela não resistiu e teve uma parada cardiorrespiratória. Manobras de ressuscitação foram executadas pela equipe de veterinários do zoológico, mas sem sucesso.Um dia depois, a prefeitura confirmou a morte da chimpanzé Kelly, também durante um procedimento de anestesia. Ela veio do mesmo parque e, segundo a administração municipal, já chegou a BH com um problema no útero.A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, responsável pelo zoológico, abriu uma investigação sobre as mortes. Nesta sexta, uma comissão de sindicância será instituída para avaliar documentos técnicos e procedimentos realizados. O prazo de conclusão é de 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período.A Fundação Ezequiel Dias também foi acionada para verificar a possibilidade de recolhimento do lote de anestésicos usado nos procedimentos, com o objetivo de identificar eventuais alterações, contaminações ou outras irregularidades que possam ter contribuído para os óbitos.Neste ano, 35 animais morreram no zoológico de BH.

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