Band Minas

Polícia investiga venda de objetos do "Achados e Perdidos" do aeroporto de Confins

Um oficial de Justiça foi detido

Por Redação
REDAÇÃO

08/10/2025 • 17:56 • Atualizado em 08/10/2025 • 17:56

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga um esquema de venda de objetos armazenados no setor de Achados e Perdidos no aeroporto internacional de Confins, na Grande Belo Horizonte. Um servidor do Tribunal de Justiça de Minas Gerais é o principal suspeito até o momento de comandar a revenda ilegal do material. A reportagem da Band Minas teve acesso a relatos e imagens que embasam o inquérito da polícia e mostram o oficial do TJ mineiro em pelo menos sete datas neste ano, entre abril e julho, retirando mochilas, bolsas e sacolas da sala de custódia em horários e contextos incompatíveis com os procedimentos do aeroporto.

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Na semana passada, uma operação realizada na casa do servidor do Judiciário apreendeu diversos relógios, perfumes, notas de real e de moeda estrangeiras entre outros objetos supostamente retirados ilegalmente do aeroporto de Confins. No celular do suspeito, a polícia também identificou diversas conversas dele com pessoas que estariam interessadas em comprar os produtos desviados.

Em uma das imagens obtidas do sistema de videomonitoramento de Confins, em 18 de junho de 2025, o servidor recebeu valores em espécie de uma funcionária do setor de Achados e Perdidos. Em seguida, ele descartou a folha de protocolo de entrega, guardando o dinheiro no bolso. O BH Airport esclarece que, desde 2018, objetos perdidos no terminal e não recuperados por passageiros dentro do prazo de 30 dias são destinados ao Juizado Especial, autoridade competente. Após receber os materiais, o órgão realiza a divulgação por 60 dias para, então, fazer a destinação desses itens por meio de leilões e doações para instituições da Comarca de Pedro Leopoldo.

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