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Presos suspeitos de se passar por promotores para extorquir famílias de detentos em Minas

Ao todo, 12 pessoas foram presas preventivamente, de um total de 16 mandados expedidos, durante a 'Operação Falsa Toga'

Por Redação
REDAÇÃO

08/10/2025 • 13:43 • Atualizado em 08/10/2025 • 13:43

Polícia Federal

Polícia Federal

Divulgação

Um grupo suspeito de se passar por promotores de Justiça para extorquir familiares de detentos em Minas Gerais foi alvo de uma operação realizada nesta quarta-feira (8), em ação conjunta dos Ministérios Públicos de Minas e do Ceará.

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Ao todo, 12 pessoas foram presas preventivamente, de um total de 16 mandados expedidos, durante a 'Operação Falsa Toga'.

De acordo com as investigações, os integrantes da organização criminosa ligavam para parentes de presos em Minas e, fingindo serem representantes do Ministério Público, prometiam a expedição de alvarás de soltura mediante o pagamento imediato de supostas fianças.

A análise dos extratos bancários permitiu identificar as pessoas responsáveis por receber os valores, além de apontar um fluxo constante de transferências entre diversas contas pertencentes a um pequeno grupo, o que indicava tentativa deliberada de ocultação da origem do dinheiro.

A apuração também constatou que os investigados mantinham um esquema de abertura e encerramento frequente de contas bancárias e linhas telefônicas, além do uso de múltiplos chips em um curto período de tempo. Poucos aparelhos se comunicavam entre si, o que, segundo os investigadores, demonstra uma atuação coordenada e compatível com a estrutura de uma organização criminosa.

Alguns dos presos já possuem histórico de participação em fraudes semelhantes, o que reforça as suspeitas sobre a atuação do grupo.

Além das prisões, 13 endereços foram alvos de mandados de busca e apreensão em oito cidades, como Fortaleza, Cascavel e Boa Viagem, todas no estado do Ceará. As investigações seguem sob sigilo.