A comunidade do samba em Belo Horizonte se despede de Adriana Araújo, conhecida como a “Rainha do Samba Mineiro”. A artista morreu na última segunda-feira, aos 49 anos, após sofrer um aneurisma cerebral no sábado anterior. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Odilon Behrens, mas não resistiu.
Nascida e criada na Pedreira Prado Lopes, Adriana era referência na comunidade e tinha forte ligação com a escola de samba Unidos dos Guaranis, onde se tornou símbolo de representatividade e inspiração para novas gerações.
Dona de voz marcante, frequentemente comparada à de Alcione e Beth Carvalho, Adriana levou o samba mineiro a diferentes palcos e dividiu apresentações com nomes como Jorge Aragão. Além da trajetória artística, também se destacou pela defesa do protagonismo da mulher preta no samba e pela valorização da cultura da periferia.
Adriana deixa marido e um filho de 12 anos. O sepultamento foi restrito à família. Amigos, sambistas e admiradores afirmam que o legado da cantora seguirá vivo por meio da música e da força que ela representou para o samba em Minas Gerais.
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