Band Minas

Servidores da FHEMIG entram em greve

Em protesto contra a política salarial do governo de Minas e as condições de trabalho na rede estadual de saúde

Por Redação
REDAÇÃO

17/03/2026 • 12:48 • Atualizado em 17/03/2026 • 12:48

Servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) iniciam greve nesta terça-feira (17), em protesto contra a política salarial do governo de Minas e as condições de trabalho na rede estadual de saúde. Os profissionais também convocaram uma concentração na manhã de hoje, em frente ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

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A paralisação foi definida em assembleia da categoria na última quarta (11). Segundo o sindicato, os trabalhadores acumulam perdas salariais superiores a 12% nos últimos três anos e criticam a proposta de reajuste de 5,4% apresentada pelo governo. De acordo com a entidade, para parte dos profissionais, especialmente da enfermagem, o aumento não terá impacto efetivo nos salários por causa da redução de gratificações.

O movimento também denuncia retirada de direitos e problemas no dia a dia das unidades, como descontos considerados indevidos nos salários, falta de correção da insalubridade há mais de dez anos e sobrecarga de trabalho. Os trabalhadores ainda apontam dificuldades operacionais após a implantação de sistemas de informatização e falhas na estrutura hospitalar.

Outro ponto de crítica é a falta de pagamento do auxílio-transporte desde o início do ano, além de relatos de aumento na carga de trabalho e descumprimento de acordos firmados anteriormente com a categoria.

Segundo o presidente da Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg) e do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig (Sindpros), Carlos Martins, a greve é uma resposta à falta de avanço nas negociações e à ausência de valorização dos profissionais da saúde. Apesar da paralisação, será mantida uma escala mínima de atendimento nas unidades para garantir a assistência à população.

A FHEMIG conta com mais de 13 mil profissionais e administra 15 unidades assistenciais em todo o estado, incluindo hospitais de referência em urgência e emergência, especialidades e saúde mental. O Governo de Minas e a FHEMIG foram procurados, mas até o momento não se manifestaram sobre a paralisação.

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