Band Minas

TJMG apura desvio de produtos por servidor no Aeroporto de Confins

Tribunal de Justiça abriu sindicância contra o servidor público, a reportagem é exclusiva da Band Minas

Por Redação
REDAÇÃO

09/10/2025 • 13:57 • Atualizado em 09/10/2025 • 13:57

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou ao jornalismo da TV Band Minas que a Corregedoria-Geral de Justiça abriu sindicância e determinou prioridade na apuração do caso do servidor suspeito de desviar e vender produtos do setor de Achados e Perdidos do aeroporto internacional de Confins, na Grande BH.

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A resposta foi dada após denúncia exclusiva da TV Band Minas nessa terça-feira (7) revelar que a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga o esquema de venda ilegal. A reportagem teve acesso a relatos e imagens que embasam o inquérito da polícia e mostram o oficial do TJ mineiro em pelo menos sete datas neste ano, entre abril e julho, retirando mochilas, bolsas e sacolas da sala de custódia em horários e contextos incompatíveis com os procedimentos do aeroporto.

Em uma das imagens obtidas do sistema de videomonitoramento de Confins, em 18 de junho de 2025, o servidor recebeu valores em espécie de uma funcionária do setor de Achados e Perdidos. Em seguida, ele descartou a folha de protocolo de entrega, guardando o dinheiro no bolso.

Na semana passada, uma operação realizada na casa do oficial do Judiciário apreendeu diversos relógios, perfumes, notas de real e de moeda estrangeiras entre outros objetos supostamente retirados ilegalmente do aeroporto de Confins.

No celular do suspeito, a polícia também identificou diversas conversas dele com pessoas que estariam interessadas em comprar os produtos desviados. A PC não informou se o homem chegou a ser preso ou detido e segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), não há registro de entrada no sistema prisional.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que foi instaurado um procedimento para a realização de diligências preliminares com o objetivo de apurar o crime de peculato. Esse crime ocorre quando um servidor público se apropria ou faz uso indevido de dinheiro, bem ou recurso que tem acesso em razão do cargo.

O TJMG informou que o servidor também está impedido de acessar a unidade judicial que funciona no Aeroporto de Confins e que ao final da sindicância, poderá ser instaurado Processo Administrativo Disciplinar para aplicação de eventuais penalidades.

O BH Airport esclareceu que, desde 2018, objetos perdidos no terminal e não recuperados por passageiros dentro do prazo de 30 dias são destinados ao Juizado Especial, autoridade competente. Após receber os materiais, o órgão realiza a divulgação por 60 dias para, então, fazer a destinação desses itens por meio de leilões e doações para instituições da Comarca de Pedro Leopoldo.

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