Acre
Brasil Urgente

Polícia prende atirador suspeito de matar médica a tiros no Acre

Pistoleiro confessou que crime foi encomendado por procurador municipal por 40 mil reais; mandante foi detido

2 min

06/11/2026 17:30 • Atualizado há 1 hora

A Polícia Civil do Acre capturou nesta sexta-feira (6) o suspeito de executar a médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, assassinada a tiros enquanto estava com amigos em um bar em Rio Branco. O homem apontado como executor foi detido em uma propriedade rural após três dias de cerco policial.

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O mandante do homicídio é o advogado e procurador do município de Brasileia, Francisco Valadares Neto, de 55 anos, ex-namorado da vítima. O homem não aceitava o término do relacionamento e contratou pistoleiros para cometer o feminicídio.

Confissão do crime e divisão dos valores

O atirador foi identificado como Lucivaldo Lopes de Souza, conhecido no meio policial como "Pitaca". Ele foi localizado na zona rural de Epitaciolândia, município acreano na fronteira com a Bolívia.

Durante o interrogatório oficial, o suspeito confessou a autoria dos disparos e detalhou o acerto financeiro do crime encomendado. O mandante combinou o pagamento de R$ 40 mil pela morte da médica, sendo R$ 10 mil destinados diretamente ao atirador e outros R$ 30 mil divididos entre dois intermediários, que seguem foragidos. O criminoso já possui condenações anteriores por assalto, furto e tentativa de homicídio.

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Emboscada em bar e alerta no botão do pânico

O crime aconteceu enquanto a médica confraternizava com amigos no bar. O atirador se aproximou por trás da vítima e realizou dois disparos contra a cabeça de Eline, que morreu no local sem qualquer chance de defesa. Uma criança estava no colo de uma testemunha ao lado da vítima no momento do ataque.

Pouco antes de ser morta, a médica notou a presença do ex-namorado na região e chegou a acionar o botão do pânico. O procurador utilizava tornozeleira eletrônica e passou por duas vezes pela rua do estabelecimento. Policiais penais do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) receberam o alerta e telefonaram para o investigado, mas a Polícia Militar não foi deslocada de imediato ao endereço para proteger a vítima.

Prisão do mandante sob escolta

Na manhã seguinte ao crime, Francisco Valadares Neto ingeriu grande quantidade de medicamentos em uma tentativa de suicídio. Ele sobreviveu e permanece internado sob escolta policial no Pronto-Socorro de Rio Branco.

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A Justiça decretou a prisão preventiva tanto do procurador municipal quanto do atirador confesso. O inquérito da Polícia Civil tem prazo previsto de 30 dias para a conclusão.