Manaus: Defesa Civil orienta uso de máscaras e aulas são suspensas por fumaça
Cerca de mil servidores e brigadistas atuam em 33 municípios do estado para combater os focos de incêndio
A fumaça densa de queimadas no interior e na Região Metropolitana levou Manaus, no Amazonas, a registrar níveis perigosos de poluição atmosférica nesta sexta-feira (9), resultando no cancelamento das aulas da rede municipal e na emissão de um alerta severo da Defesa Civil para que a população utilize máscaras ao sair de casa.
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O cenário crítico na capital amazonense foi impulsionado por incêndios florestais, com focos em Itacoatiara, nos bairros Jacarezinho e Lago do Canaçari, somados a um incêndio em materiais como plásticos e borrachas no Distrito Industrial II, em Manaus. A gravidade da situação também reflete os impactos da estiagem e do fenômeno El Niño.
Pela manhã, plataformas de monitoramento como a internacional IQAir colocaram Manaus na liderança das cidades mais poluídas do Brasil, registrando índice de 366 ("perigoso") por volta das 5h. Já o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da UEA, mediu 320,2 microgramas por metro cúbico em bairros como Morro da Liberdade e Educandos. A média geral da capital alcançou 196,4 microgramas por metro cúbico.
Diante do risco à saúde pública, a Defesa Civil disparou alertas direto nos celulares dos moradores com recomendações de proteção e restrição à exposição à fumaça. Como medida preventiva, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), suspendeu as atividades de toda a rede municipal de ensino, centros especializados, CMAEs e do Parque Cidade da Criança.
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Para conter o avanço dos danos, o Governo do Amazonas intensificou o monitoramento e o combate aos focos por meio da Operação Amazonas+Verde, que mobiliza cerca de mil servidores e brigadistas em 33 municípios, além do reforço operacional do Corpo de Bombeiros.
