Bahia
Jornal da Noite

Ex-militar russo é preso por tráfico de tráfico e armas na Bahia

O suspeito possui uma extensa ficha criminal em seu país de origem e não fala português

2 min

15/10/2026 00:51 • Atualizado há 2 horas

Um ex-militar russo foi preso em uma operação da Polícia Federal realizada na periferia de Salvador, na Bahia. O suspeito, que possui uma extensa ficha criminal em seu país de origem e não fala português, tentava articular uma rede internacional de tráfico de armas e drogas em parceria com facções criminosas brasileiras.

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Na Rússia, Sergei Kotelnikov foi condenado à prisão perpétua após ser flagrado com 600 quilos de cocaína e documentos falsos. Antes de chegar à capital baiana para expandir suas operações ilícitas, o ex-militar passou pelos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

"De imediato, é um trabalho, primeiramente, da Polícia Federal, que recebe essas informações via Interpol, via cooperação internacional, como órgão nacional que tem essa finalidade. Mas, na sequência, a gente entra para apoiar com a rede de inteligência, uma ação integrada e localizada", explicou o secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.

Atualmente, o investigado permanece aguardando os trâmites de extradição na sede da Polícia Federal em Salvador. O envio de volta ao país de origem ainda depende de autorização formal do Supremo Tribunal Federal (STF).

Cooperação internacional e segurança de fronteiras

O caso evidencia os desafios enfrentados pelas forças de segurança no monitoramento da entrada de estrangeiros. Cidadãos de mais de noventa países podem ingressar no Brasil sem a exigência de visto, geralmente por um período de até três meses, facilidade prevista em acordos internacionais que demanda constante atenção investigativa.

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As autoridades destacam que o fluxo do crime organizado também opera no sentido inverso. Em maio, um casal apontado como liderança de uma facção criminosa na Bahia foi preso na Bolívia, onde tentava se passar por empresários, ilustrando a necessidade de intercâmbio contínuo de informações entre polícias estaduais e federais.

"Seja por conta da questão da própria dinâmica do tráfico internacional de drogas e armas, seja por conta da nova dinâmica da lavagem de capitais, então a gente precisa realmente ter esse contato com países da Europa, com países da América do Sul, com países da América do Norte, porque esse é o fluxograma, vamos dizer assim, que rege hoje o tráfico internacional de armas, drogas e a lavagem de dinheiro das facções", pontuou Marcelo Wern