Projeto baiano de tecnologia marinha vai representar o Brasil na França
Grupo de estudantes de Salvador desenvolveu aplicativo de simulação oceânica e busca recursos para custear viagem
Um projeto de tecnologia marinha desenvolvido por oito estudantes em Salvador conquistou o primeiro lugar na etapa nacional de uma competição internacional e vai representar o Brasil em dezembro. A iniciativa foi destaque na edição recente do Melhor da Noite, exibindo o potencial educacional e científico criado a partir das riquezas e da biodiversidade da Baía de Todos-os-Santos.
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Tecnologia educacional para a preservação dos oceanos
O projeto consiste em um laboratório virtual e aplicativo voltado para a sala de aula, criado com a orientação de professores para estimular o pensamento crítico de estudantes sobre as consequências das ações humanas no oceano e nas mudanças climáticas. A plataforma transforma dados científicos em simulações práticas, permitindo que alunos e professores testem cenários e observem possíveis impactos ambientais.
Segundo Joyce Baptista, o objetivo principal é aproximar a realidade ambiental dos estudantes de forma interativa. "A gente criou o laboratório para trazer essa experiência para dentro da sala de aula com a condução do professor, estimulando o pensamento crítico para que os alunos entendam que as suas ações têm consequências no oceano e também em todas as mudanças climáticas que a gente vê aí", afirma.
Para Ebert Soares, a ferramenta pedagógica tem um papel fundamental na conscientização das novas gerações sobre a interdependência dos ecossistemas globais. "O oceano afeta praticamente tudo. Então, por exemplo, a camada de ozônio, o aquecimento global, o oceano afeta tudo isso. Então, essas poluições mexem diretamente com tudo que acontece no nosso planeta", relata.
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Desafio financeiro rumo à França
Com o reconhecimento alcançado na etapa brasileira da competição de tecnologia marinha, a equipe batizada de Kirimurê garantiu passaporte internacional. A grande disputa está marcada para o dia 10 de dezembro na cidade de Brest, localizada no noroeste francês.
Apesar da conquista técnica e da alta expectativa para o evento, o grupo enfrenta agora uma corrida contra o tempo para viabilizar a logística da viagem. Os oito integrantes precisam arrecadar o valor de cento e dez mil reais para custear passagens, hospedagem e despesas no exterior, garantindo que toda a delegação esteja presente no torneio global.
Enzo Peralva demonstra confiança na repercussão do projeto e na preparação para o desafio internacional, brincando com o domínio do idioma local com o auxílio de ferramentas de tradução. O engajamento dos jovens cientistas reforça a relevância da pesquisa desenvolvida na capital baiana e coloca a inovação tecnológica do Brasil em evidência no cenário mundial.
