Tráfico de drogas de luxo é desmontado pela Polícia Civil na Bahia
Operação iceberg mira rede de tráfico de drogas voltada para consumidores de alto poder aquisitivo
Na Bahia, 12 pessoas foram presas suspeitas de integrar uma rede de tráfico de drogas "de luxo" voltada para consumidores de alto poder aquisitivo, como médicos, advogados e empresários. A investigação identificou que o esquema movimentou mais de R$ 9,6 milhões em transações bancárias e utilizava redes sociais para as negociações.
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Como funcionava o esquema criminoso
Conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a apuração apontou que os pedidos eram realizados por meio de perfis no Instagram, enquanto os pagamentos eram feitos principalmente por PIX. As entregas seguiam um modelo semelhante ao de um serviço convencional, com embalagens discretas e sem identificação do conteúdo.
O grupo comercializava entorpecentes com nomes próprios e preços superiores aos praticados no mercado ilícito convencional. Entre as substâncias identificadas estavam ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA, este último relacionado a variedades de cannabis importadas.
Alvos e bloqueio de bens
A Operação Iceberg cumpriu mandados em Salvador, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus, na Bahia, além de Aracaju, em Sergipe. Em um condomínio no Itagaré, os policiais prenderam Erik Castro Gusmão Seixas, apontado como um dos líderes do esquema que recebia drogas de fornecedores de São Paulo e do Paraguai.
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A análise financeira revelou uma movimentação superior a R$ 9,6 milhões em mais de 16,6 mil transações bancárias. Com base nos elementos reunidos, a Justiça autorizou o bloqueio de 20 contas bancárias e a indisponibilidade de até R$ 200 milhões em patrimônio e recursos ligados à quadrilha, além da apreensão de oito veículos de alto padrão.
