Acarajé: O sabor e a memória de um patrimônio baiano
Da tradição das baianas ao aroma que toma conta de Salvador, a história do acarajé mostra por que o patrimônio baiano merece ser registrado em cada detalhe.

Um dos tesouros brasileiros que mais representam o nosso país é o acarajé. A receita de feijão-fradinho no dendê atravessou séculos e mares para se consolidar como um símbolo de resistência, fé e identidade afro-baiana.
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Mais do que um prato típico, o bolinho carrega uma história que desperta todos os sentidos: do estalar característico da fritura ao aroma marcante que percorre as ruas de Salvador. É um patrimônio imaterial construído, principalmente, por gerações de mulheres que figuram entre as primeiras empreendedoras negras do Brasil.
Essa tradição ganha continuidade em diversos lugares na capital soteropolitana, como é o caso de Elaine Assis, filha da lendária Dinha, que representa a quarta geração de sua família a manter esse legado. Em um ritual de respeito à memória afetiva da cidade, o trabalho artesanal molda cada porção à mão, mantendo viva a sabedoria secular que acolhe o vatapá, o caruru e o camarão seco.
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Porque registrar cada tesouro, cada momento e cada história é eternizar a força e toda beleza da identidade brasileira.
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