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Andreazza: tudo sendo investigado — menos a relação do STF com Vorcaro

Decisão definirá se caso sobre financiamento de cinebiografia fica com Alexandre de Moraes ou André Mendonça

3 min

23/06/2026 11:34 • Atualizado há 124 dias

Andreazza: tudo sendo investigado — menos a relação do STF com Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deve decidir nos próximos dias qual ministro será o relator da notícia-crime que pede a apuração sobre o financiamento do filme 'Dark Horse', cinebiografia que conta a história de Jair Bolsonaro. A definição ocorre após o ministro Alexandre de Moraes encaminhar o caso à presidência da Corte.

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A remessa do caso ocorreu depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitir parecer favorável a que o processo fique sob a relatoria de André Mendonça. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou haver conexão entre os fatos já constatados e apurações sobre o Banco Master, que já correm sob a relatoria de Mendonça.

O futuro da relatoria e seus impactos no STF

O presidente Edson Fachin tem em mãos três alternativas para o destino do caso: dar ele a Moraes ou Mendonça ou determinar um novo sorteio livre entre os membros da Corte. Para o colunista político e âncora do Tem Método, Carlos Andreazza, a decisão mais coerente é que Mendonça conduza o processo.

Segundo Andreazza, se a distribuição ao ministro se confirmar, estarão postas as condições para investigar as relações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro. O jornalista aponta que o magistrado deve demonstrar isenção na condução das investigações sobre os aliados de seu indicador político, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Análise dos bastidores e o papel de Alexandre de Moraes

Andreazza classificou o envio dos autos por Moraes como um recuo tático de exposição.

"Tem uma notícia também de certa fraqueza de Alexandre de Moraes aí, porque em outros tempos ele mataria no peito e tentaria ficar com o processo sob os seus inquéritos", afirmou.

O jornalista ressaltou a importância de as relações financeiras do filme serem esclarecidas pela Corte. A notícia-crime, de autoria do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), aponta suspeitas de que recursos de Vorcaro tenham custeado a manutenção e o lobby internacional do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Origem do caso e o orçamento do filme

A investigação sobre o longa-metragem começou após a revelação de áudios pelo site Intercept Brasil de mensagens em que Flávio Bolsonaro pedia verba a Vorcaro para a produção. Segundo investigações da Polícia Federal, uma empresa ligada ao banqueiro financiou mais de 90% do orçamento do projeto cinematográfico.

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O deputado Lindbergh Farias acionou o STF por suspeitar que as transações ocultaram repasses destinados a Eduardo Bolsonaro, que atualmente está nos Estados Unidos e foi condenado pela Corte por coação no processo em que o pai dos parlamentares, Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de estado.

A defesa de Flávio Bolsonaro nega irregularidades e também pediu que o caso fosse redistribuído a Mendonça.

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