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Brasil

Andreazza: Viagens de Lulinha pagas por Careca do INSS foram intencionais

Colunista de política da BandNews FM aponta que defesa de Fábio Luiz Lula da Silva admitiu ao STF relação com empresário que o financiou em viagem a Portugal

3 min

17/03/2026 17:19 • Atualizado há 221 dias

Andreazza: Viagens de Lulinha pagas por Careca do INSS foram intencionais

A defesa de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, admitiu em petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o filho do presidente manteve uma "relação esporádica e de natureza social" com o empresário Antônio Camilo Antunes, que o financiou em uma viagem a Portugal. Para o colunista de política e âncora da BandNews FM Carlos Andreazza, a revelação mostra que a aproximação foi intencional e baseada em interesses, e não em uma simples amizade.

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A análise vem após essa admissão, que representa uma mudança de narrativa, já que a existência de um vínculo entre Lulinha e o Careca do INSS, preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios em aposentadorias, era antes negada.

De negação a "relação social"

Carlos Andreazza destaca a mudança de postura, um padrão que, segundo ele, se repete quando as investigações avançam.

"Lembrem-se disso, antes não tinha relação de Lulinha com o senhor careca do INSS. Agora, é uma relação esporádica de natureza social", pontuou o jornalista, ressaltando a gravidade da situação.

Essa nova versão dos fatos foi apresentada pela defesa de Lulinha para justificar uma viagem a Portugal, financiada por Antunes, para conhecer um projeto de canabidiol medicinal.

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"Potencial ótimo sócio"

Para o colunista, é ingênuo acreditar que o financiamento da viagem foi um ato desinteressado. Andreazza questiona diretamente as motivações do empresário, sugerindo que o status de "filho do presidente" foi o verdadeiro atrativo para o investimento.

"É filho do presidente. Você acha que o cara está pagando essa viagem para você por quê? Porque você é um potencial ótimo sócio para esse empreendimento", avaliou, criticando o que considera uma falta de orientação para que o filho de um chefe de Estado evite tais situações de conflito de interesse.

A investigação da Polícia Federal

O pano de fundo da análise é um relatório técnico da Polícia Federal, que embasou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de Lulinha, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF. Segundo Andreazza, enquanto as atenções estavam voltadas para a CPI, a PF já trabalhava em outra frente.

"As discussões todas em CPI, as brigas por quebrar sigilos do filho do presidente... a Polícia Federal já tem esse material por outra parte", explicou.

O documento sigiloso, ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, levanta a suspeita de que a mudança de Fábio para o exterior teria como objetivo escapar das investigações sobre os desvios no INSS, o que a defesa nega.

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Evolução do caso

O colunista e âncora da BandNews FM conclui sua análise afirmando que a admissão da relação e da viagem é apenas um novo capítulo e que mais informações devem surgir com o avanço do caso.

"A gente, aos poucos, vai tomando conhecimento do que aconteceu. Fixem aqui: agora nós temos uma relação do filho do presidente com o senhor careca do INSS, esporádica e de natureza social. Vamos ver como evolui essa relação", finalizou.

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