Banco Central reduz taxa de juros para 14,75% ao ano
Decisão marca o primeiro corte desde 2024 e justificativa para magnitude da queda é guerra no Oriente Médio

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (18), representa o primeiro corte desde 2024 e ocorre em meio a tensões no Oriente Médio.
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O BC entendeu que a decisão é compatível com a "estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante". O comitê votou de forma unânime pela redução, com votos do presidente Gabriel Galípolo e dos diretores Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.
Cenário de cautela e incertezas
A decisão do Copom está embasada em um ambiente externo que se tornou mais incerto. O acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio tem gerado reflexos nas condições financeiras globais. Esse cenário, segundo o Banco Central, "exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities."
Internamente, diz o comunicado, embora os indicadores mostrem um crescimento econômico moderado, o mercado de trabalho ainda demonstra resiliência. A inflação continua acima do centro da meta estabelecida pelo governo e as expectativas do BC para 2026 e 2027, apuradas pela pesquisa Focus, permanecem em 4,1% e 3,8%, respectivamente, acima do centro da meta.
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O Copom reafirmou que manterá a "serenidade e a cautela na condução da política monetária". A postura conservadora acompanha outros países. Mais cedo, o Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve) manteve a taxa de juros do país entre 3,5% e 3,75% ao ano também em resposta ao conflito no Oriente.
