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Bolsa de valores interrompe maior sequência de quedas em três anos

Ibovespa fecha em alta de 0,90% com alívio do mercado global, enquanto dólar recua para R$ 5,17

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19/08/2026 22:15 • Atualizado há 11 dias

Bolsa de valores interrompe maior sequência de quedas em três anos

A bolsa de valores interrompeu a pior sequência negativa registrada em três anos ao fechar em alta de 0,90% nesta quarta-feira, aos 167.830 pontos. O resultado positivo quebra uma série de 11 quedas consecutivas no pregão brasileiro. O alívio no mercado financeiro doméstico acompanhou o dia favorável no exterior e também se refletiu no câmbio, com o dólar comercial recuando 0,86%, cotado a R$ 5,17.

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O movimento de recuperação dos ativos decorre diretamente de decisões tomadas nos Estados Unidos. O Departamento do Tesouro americano anunciou a intenção de pelo menos dobrar o programa de recompra de títulos públicos da dívida de longo prazo. A medida gerou descompressão nas taxas de juros no mercado internacional.

No cenário global, as taxas de juros americanas permanecem nos maiores níveis observados em mais de uma década. Esse aperto monetário reflete pressões inflacionárias persistentes causadas pelas cotações do petróleo, tensões de disputas tarifárias e o elevado endividamento público dos Estados Unidos.

A dinâmica dos títulos públicos internacionais afeta diretamente a política monetária no Brasil. Com o aumento dos rendimentos pagos pelos papéis dos Estados Unidos, os investidores globais retiram recursos de economias emergentes em busca de menor risco. Essa fuga de capital pressiona a cotação da moeda estrangeira e alimenta a inflação no mercado interno.

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Segundo a análise de Juliana Rosa, a permanência de juros altos no exterior restringe o espaço para o Banco Central cortar a taxa Selic no Brasil. A economista ressalta que, embora o pregão tenha registrado recuperação pontual, sustentar uma valorização contínua das ações é uma tarefa complexa.

Juliana Rosa explica que tanto o Brasil quanto os Estados Unidos não apresentam perspectivas concretas de redução das suas dívidas públicas no curto prazo. Além disso, a aproximação das eleições em outubro adiciona incertezas ao mercado, dificultando uma trajetória consistente de valorização para os ativos de renda variável.

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