Brasil precisa de política permanente para indústria química, diz Abiquim
Presidente da entidade destaca desafios do setor responsável por 11% do PIB industrial brasileira
A indústria química do Brasil precisa de planejamento público estruturado e continuado, que seja uma política permanente e não de governos, segundo o presidente-executivo da Abiquim. Em entrevista à BandNews FM, André Passos Cordeiro destacou os desafios do setor e falou do trabalho necessário para fortalecer o polo industrial no país.
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A Associação Brasileira da Indústria Química representa um setor responsável por 11% do PIB da indústria brasileira, algo como R$ 900 bilhões. As empresas empregam cerca de 2 milhões de trabalhadores, com presença em 20 estados do país.
As empresas brasileira dependem da importação de determinados produtos que estão represados em regiões de guerra, como na Rússia, Ucrânia e Oriente Médio. Por isso, André Cordeiro defende um olhar para a diversificação das fontes de matéria-prima e prega a busca da soberania nacional no setor.
Produtos necessários para a produção de fertilizantes e materiais usados na área do saneamento básico estão em falta por conta da escassez global procurada pela guerra.
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Para ele, é preciso encontrar os gargalos existentes para superar os entraves da indústria química. O setor espera até o fim do ano a regulamentação do Programa Especial da Sustentabilidade da Indústria Química, aprovado no Congresso Nacional em 2025 e que começa a valer em 2027. Entre os benefícios, a redução tributária para a extração de matéria-prima e o incentivo na transformação através de processos industriais para agregar calor os produtos.
Outro ponto de atenção para a Abiquim é a negociação entre o governo brasileiro e americano para reduzir as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos do Brasil. Embora 40% dos itens químicos estejam isentos, ainda há uma grande quantidade de materiais com a sobretaxa de 37,5% para vendas no território de Washington.
A associação, no entanto, alerta para as concessões que o Brasil pode fazer nessa área. Já que há uma oferta grande de determinados produtos químicos no mundo e reduzir as taxas brasileiras para importações pode ser prejudicial para as empresas.
