BYD dispara e chinesas ganham espaço no mercado de carros do Brasil
Montadoras ampliam participação no país com modelos eletrificados e desafiam marcas tradicionais

O mercado brasileiro de veículos importados vive uma transformação em 2026, impulsionado pela expansão dos carros eletrificados e pela chegada de novas marcas chinesas.
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Dados da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) mostram que as dez empresas associadas somaram 111.120 emplacamentos entre janeiro e junho, alta de 85,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram licenciadas 60.045 unidades.
A BYD lidera o avanço e responde pela maior parte do crescimento, com seus modelos ocupando as cinco primeiras posições entre os importados mais vendidos do semestre. O movimento reforça a mudança no perfil do segmento, que passou a ser dominado por veículos eletrificados e fabricantes chinesas.
Em junho, as associadas da entidade registraram 23.430 licenciamentos, volume praticamente estável em relação a maio, quando foram comercializadas 23.786 unidades. Na comparação com junho de 2025, porém, houve avanço de 129,6%.
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A participação das marcas ligadas à Abeifa também aumentou. Em junho, elas responderam por 9% do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves. No acumulado do ano, a fatia alcançou 8,2% de um mercado total de 1,36 milhão de veículos.
A BYD acumulou 99.064 emplacamentos no semestre, mais que o dobro do registrado em 2025, quando havia vendido 47.723 unidades. O crescimento de 107,6% consolidou a fabricante chinesa como a maior operação dentro da Abeifa e uma das principais responsáveis pela expansão dos eletrificados no país.
O ranking dos importados mais vendidos entre janeiro e junho mostra a força da marca. Os cinco primeiros colocados são modelos da BYD: Dolphin Mini (35.676 unidades), Song Plus (31.537), Dolphin (18.049), King (8.204) e Yuan Plus (3.490).
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O Dolphin Mini se tornou o importado mais vendido do Brasil no primeiro semestre e passou a disputar espaço entre os carros mais comercializados do mercado nacional, em um cenário de maior procura por veículos elétricos em faixas de preço mais acessíveis.
Outro movimento relevante foi a consolidação da Denza, divisão premium da BYD. A marca passou de apenas quatro unidades no primeiro semestre de 2025 para 1.352 em 2026. Entre os modelos premium importados, porém, o líder do semestre foi o Volvo XC60, com 1.396 emplacamentos.
Os números da Abeifa indicam que os eletrificados continuam sendo o principal motor de crescimento do segmento. Entre janeiro e junho, as associadas responderam por 105.982 veículos eletrificados vendidos, o equivalente a 43,3% de todo o mercado nacional dessa categoria.
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Enquanto as fabricantes chinesas ampliam participação, algumas marcas tradicionais registraram retração. A Porsche acumulou 2.206 unidades no semestre, queda de 21,2% em relação a 2025. Entre seus modelos, o Cayenne liderou com 695 emplacamentos, seguido por Macan (583) e 911 (548).
A Volvo encerrou o período com 3.978 unidades, redução de 11%. Ainda assim, manteve destaque com os SUVs XC60 (1.396 unidades) e EX30 (1.346). A Land Rover também registrou recuo de 20,1%, totalizando 1.340 unidades. O Defender permaneceu como principal produto da marca, respondendo por 618 licenciamentos.
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