Congresso pode votar hoje MP que eleva imposto sobre aplicações e criptos
Medida busca compensar recuo do governo no IOF e enfrenta resistência no plenário

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal podem votar ainda nesta quarta-feira (8) a medida provisória que aumenta a tributação sobre aplicações financeiras e ativos virtuais, como criptomoedas. O texto é uma tentativa do governo federal de compensar o recuo na alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), medida que havia sido planejada inicialmente para ampliar a arrecadação da União.
Continua depois da publicidade
A proposta foi aprovada na terça-feira (7) por uma comissão mista do Congresso, com 13 votos a favor e 12 contra, um placar apertado que acendeu o alerta no Palácio do Planalto sobre a real possibilidade de aprovação no plenário. O texto ainda depende de maioria simples em ambas as Casas para ser validado e convertido em lei.
Recuos do governo para garantir apoio
Para tentar assegurar votos, o governo abriu mão de dois pontos considerados sensíveis da proposta original. O primeiro foi a manutenção da isenção de Imposto de Renda da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e da Letra de Crédito Imobiliário (LCI), produtos populares entre investidores e que financiam setores estratégicos da economia. O segundo recuo foi a retirada do aumento da tributação sobre apostas esportivas online, as chamadas bets, tema que vinha gerando resistência entre parlamentares da base e da oposição.
Mesmo com os ajustes, a base governista ainda avalia que a votação será difícil, especialmente na Câmara, onde o governo enfrenta desgaste após as recentes discussões sobre o orçamento e a reforma tributária.
Continua depois da publicidade
Objetivo fiscal e desafios políticos
A medida provisória é vista pelo Ministério da Fazenda como essencial para elevar a arrecadação e garantir equilíbrio nas contas públicas de 2025. Técnicos do governo estimam que a nova tributação sobre aplicações financeiras e criptomoedas pode gerar um incremento bilionário na receita, ajudando a cumprir metas fiscais sem recorrer a novos cortes de despesas.
Apesar disso, líderes partidários afirmam que o governo ainda não tem os votos necessários para aprovar a matéria e que a votação pode ser adiada caso o risco de derrota aumente.
A discussão sobre a MP ocorre em meio a um ambiente político tenso, com o Congresso pressionando por maior participação nas decisões fiscais e o Planalto tentando evitar novas derrotas em temas econômicos sensíveis.
Continua depois da publicidade
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
