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Brasil

Caso Henry Borel: julgamento é adiado e mãe deixa prisão

Advogados abandonam plenário, júri é remarcado e Monique Medeiros responderá em liberdade

2 min

23/03/2026 14:48 • Atualizado há 215 dias

Caso Henry Borel: julgamento é adiado e mãe deixa prisão

O julgamento do caso Henry Borel, um dos crimes mais emblemáticos dos últimos anos no país, foi adiado após uma manobra da defesa do ex-vereador Jairinho. A decisão foi tomada nesta semana e o novo júri foi marcado para o dia 22 de maio.

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O menino Henry Borel morreu em 2021, aos 4 anos, vítima de agressões. O caso gerou grande comoção nacional e levou à criação da chamada Lei Henry Borel, voltada à proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência.

O julgamento estava previsto para durar cerca de 10 dias, devido ao grande número de testemunhas e à complexidade do processo. No entanto, advogados de defesa alegaram não ter tido acesso completo a materiais do processo e pediram o adiamento.

A juíza Elisabeth Machado Louro negou o pedido inicialmente e determinou o início do julgamento. Em resposta, os advogados abandonaram o plenário, o que acabou inviabilizando a continuidade do júri.

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Diante da situação, a magistrada optou por remarcar o julgamento para evitar possíveis nulidades futuras, caso a Defensoria Pública assumisse o caso sem tempo adequado para análise do processo.

A decisão também determinou que os advogados arquem com os custos do julgamento adiado, incluindo despesas com jurados e estrutura, além de encaminhar o caso à Ordem dos Advogados do Brasil para investigação por abandono de plenário.

Outro ponto que chamou atenção foi a soltura de Monique Medeiros, mãe do menino, que estava presa. Com o adiamento, houve o relaxamento da prisão devido a prazos legais, e ela passará a responder ao processo em liberdade.

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O pai de Henry, Leniel Borel, voltou a criticar a demora da Justiça. Em declaração, afirmou que já luta por justiça há mais tempo do que conviveu com o filho.

O caso segue sendo acompanhado com forte repercussão e a expectativa é de que o novo julgamento ocorra sem novos adiamentos.