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Brasil

Celebração a Iemanjá é realizada nesta sexta-feira (2)

Cerimônia em Salvador começou por volta de 4h30 no terreiro Ilê Oxumarê em direção à Casa de Iemanjá, na Colônia de Pescadores

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02/02/2024 15:01 • Atualizado há 924 dias

Celebração a Iemanjá é realizada nesta sexta-feira (2)

Nesta sexta-feira (2), em celebração à Rainha do Mar, baianos e turistas fazem a entrega de presentes a Iemanjá, orixá presente nas religiões afro-brasileiras, no bairro Rio Vermelho, em Salvador. A festa centenária, a única no calendário popular do estado totalmente dedicada a uma orixá, é considerada patrimônio cultural da Bahia.

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O festejo acontece na orla da capital baiana, onde, desde esta quarta (1º) à noite, as ruas foram tomadas por grupos culturais e intervenções artísticas. O cortejo saiu por volta de 4h30 da manhã do terreiro Ilê Oxumarê em direção à Casa de Iemanjá, na Colônia de Pescadores, com a expectativa de chegada às 6h desta sexta-feira (2). Para a homenagem, tradicionalmente flores e perfumes também são entregues.

O responsável pela entrega do presente principal oferecido a Iemanjá é o Babalorixá Baba PC. Além da entrega dos presentes, a festa envolve muita dança e cânticos em iorubá em homenagem à dona dos mares, como é conhecida Iemanjá.

O historiador Chico Sena conta que o culto a Iemanjá veio da Nigéria, no final do século 18. Lá, um rei africano pediu a Iemanjá para que a filha dele fosse curada de uma doença e teria sido atendido. Ele, então, teria agradecido com oferendas depositadas em um rio da cidade Abeokutá.

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A festa em Salvador em homenagem a Iemanjá começou, segundo apuração da BandNews FM, em 1923, quando um grupo de pescadores resolveu oferecer presentes para a orixá porque os peixes estavam escassos no mar. Após a oferta, as redes teriam voltado cheias.

Desde então, todos os anos os pescadores pedem a Iemanjá fartura e um mar tranquilo. Os festejos eram celebrados antes junto com a Paróquia católica de Sant'ana, que fica ao lado da casa construída em homenagem a Iemanjá. A igreja, erguida em 1913, tinha uma festa dedicada a Nossa Senhora da Purificação em 2 de fevereiro.

Em 1930, a celebração passou a ser dedicada exclusivamente à orixá. A partir da década de 1960, o evento começou a se expandir. Antes de saudar Iemanjá, é tradição também agradar Oxum, rainha das águas doces, na noite do dia 1º de fevereiro. Em Salvador, o Dique do Tororó é o principal ponto de entrega de presentes à orixá.

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Os festejos em saudação à Rainha do Mar seguem até depois da entrega do presente, com manifestações culturais e festas privadas no Rio Vermelho.