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Jornal da Band

Celulares em prisão de MG revelam rota de cocaína para a Austrália

A descoberta de dois telefones celulares na cela de um presídio em Minas Gerais permitiu à polícia desvendar uma rota internacional de tráfico de drogas que

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30/10/2026 19:56 • Atualizado há 1 hora

A descoberta de dois telefones celulares na cela de um presídio em Minas Gerais permitiu à polícia desvendar uma rota internacional de tráfico de drogas que enviava cocaína do Nordeste brasileiro para a Austrália.

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A investigação aponta que a carga ilícita utilizava rotas marítimas complexas, incluindo escalas em portos da Ásia, para burlar a fiscalização e alcançar o lucrativo mercado australiano.

O esquema de envio e a vida de luxo do chefe da quadrilha

Segundo as investigações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), o grupo criminoso enviava cargas de até 400 quilos de cocaína escondidas em compartimentos de embarcações, como veleiros. O chefe do esquema de carregamento em Sydney era Rodrigo Bueno, conhecido como Moeda, que permaneceu foragido por quase 20 anos antes de ser capturado em maio do ano passado.

O delegado regional de Uberaba, Armando Papacidero Filho, aponta que a investigação descobriu que ele ostentava uma vida de milionário, mas se passava por outra pessoa, o que era totalmente incompatível com o projeto de vida que seguia. A apuração foi rastreada por meio de documentos e postagens na internet. Horas depois de ser preso, o chefe da quadrilha foi flagrado com os aparelhos celulares na penitenciária, cuja análise ajudou a desvendar o modo de atuação dos criminosos.

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Rede de lavagem de dinheiro e contas de laranjas

Para burlar a fiscalização, os valores do tráfico eram fracionados em diversas transferências via Pix utilizando centenas de contas de pessoas físicas e jurídicas para mascarar a origem do dinheiro ilícito. Foram movimentados R$ 187 milhões dessa maneira nos últimos três anos.

A filha de um dos traficantes, de 21 anos, comprou um apartamento de R$ 1.600.000, sendo 80% pago via Pix, também como forma de ocultar a origem do dinheiro ilícito. Na parte de investigação, a polícia já vinculou o principal investigado a pelo menos mais de 10 imóveis, que já estão sequestrados.

A justiça determinou a transferência de Moeda e do comparsa Belquior de Lima, conhecido como Campanha, para um presídio federal. A medida foi tomada porque, segundo a polícia, eles continuavam chefiando o crime organizado mesmo de dentro da cadeia.