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Brasil

Conflito no Irã eleva custo do agro e pressiona fertilizantes

Alta do petróleo e do dólar pode encarecer diesel, frete e fertilizantes; exportações para o Oriente Médio também preocupam

2 min

02/03/2026 14:37 • Atualizado há 236 dias

Conflito no Irã eleva custo do agro e pressiona fertilizantes

A escalada do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos já provoca impactos no agronegócio brasileiro. O principal efeito imediato é o aumento do custo de produção, impulsionado pela alta do petróleo e do dólar.

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Com o barril em elevação no mercado internacional, o preço do diesel tende a subir. O combustível é essencial para o transporte de grãos e alimentos no Brasil, país cuja logística depende majoritariamente do modal rodoviário. A alta do frete pode pressionar os preços ao consumidor nas próximas semanas.

Outro ponto sensível é o câmbio. A valorização do dólar encarece a importação de insumos e maquinários agrícolas. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, e o Irã é um dos principais fornecedores de ureia, insumo fundamental para fertilizantes nitrogenados utilizados nas lavouras.

O risco aumenta com as restrições no Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa parcela relevante do comércio global de petróleo e insumos agrícolas. O bloqueio ou a insegurança na travessia impacta diretamente o fluxo desses produtos.

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Especialistas defendem que o cenário reforça a necessidade de ampliar a produção nacional de fertilizantes, reduzindo a dependência externa e aumentando a segurança das cadeias de abastecimento.

No campo das exportações, o Oriente Médio é destino importante para carnes de frango e bovina brasileiras. Países como Catar, Omã e Bahrein integram esse mercado. Apenas o Irã foi responsável por quase US$ 3 bilhões em compras de produtos agrícolas brasileiros no último ano.

O país persa foi o principal comprador de milho brasileiro, superando inclusive a China. Parte significativa dos embarques ocorre a partir de julho, com o avanço da segunda safra, o que reduz o impacto imediato para o cereal. Já para carnes e outros produtos, o desafio pode ser logístico, com necessidade de rotas alternativas, como o Cabo da Boa Esperança, na África do Sul.

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O cenário permanece indefinido, mas o setor acompanha com atenção a duração do conflito e seus reflexos sobre petróleo, dólar e cadeias globais de abastecimento.