Daniella Marques fala sobre feminicídio: 'Precisa endurecer as penas'
Ela foi entrevistada pelo Brasil Urgente. Na sexta (16), será a vez de Dario Durigan, coordenador econômico de Lula
A economista e coordenadora econômica da campanha do candidato à presidência, Flávio Boldonaro (PL), Daniella Marques defendeu o endurecimento das penalidades e o aumento de vagas no sistema prisional como caminhos para combater o feminicídio no país.
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Em entrevista a Joel Datena no programa Brasil Urgente, ela afirma que a legislação atual perde eficácia no cumprimento diário das penas.
Segundo a economista, assassinos e agressores de mulheres continuam soltos com frequência, independentemente do tempo de condenação estabelecido no Código Penal. Para ela, essa fragilidade na aplicação das sentenças estimula a reincidência de condutas violentas. Daniella Marques argumenta que crimes graves contra a mulher não surgem de episódios isolados. A morte violenta costuma representar o ponto culminante de uma sequência contínua de agressões domésticas.
A economista ressalta que São Paulo registrou avanços ao determinar o uso de tornozeleiras eletrônicas em agressores. De acordo com ela, a iniciativa provocou redução expressiva nos casos de assassinato de mulheres no estado.
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Fragilidade no cumprimento das penas
A ex-presidente da Caixa sustenta que a discussão jurídica em torno de tipificações se torna inócua enquanto as mortes continuarem a ocorrer. Ela pontua que os instrumentos legais, como a Lei Maria da Penha e medidas protetivas, já existem no ordenamento.
A falha principal, segundo a economista, reside na progressão e na concessão de benefícios penais aos condenados. Ela classifica como inaceitável a concessão de visitas íntimas e saídas temporárias a autores de estupro e violência de gênero.
Enquadramento do crime organizado e autonomia
Além da violência contra a mulher, a economista cobra um combate mais enérgico ao crime organizado e ao tráfico de drogas. Ela defende a classificação do narcotráfico como terrorismo, a exemplo do padrão adotado em outros 14 países.
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De acordo com Daniella Marques, jovens de comunidades periféricas sofrem constante aliciamento por facções armadas. A situação, segundo ela, aprisiona famílias pelo medo e limita oportunidades de inserção na economia formal e tecnológica.
Como alternativa de transformação, a economista cita o projeto Brasil por Elas. A iniciativa busca promover a autonomia financeira das mulheres por meio de linhas de crédito simplificadas, capacitação profissional e acesso digital pelo celular.
