Entenda como funcionam os golpes das bets ilegais
Polícia cumpre mandados em Brasília e em cinco estados para desarticular esquema de lavagem de dinheiro
Uma grande operação policial mobilizou mais de 200 agentes em Brasília e em cinco estados para cumprir 52 mandados de busca e apreensão contra plataformas ilegais de jogos online, conhecidas como bets.
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A Justiça determinou o bloqueio de contas e aplicações de 64 pessoas e 120 empresas até o limite de R$ 3,5 bilhões, após investigações apontarem uma movimentação suspeita de cerca de R$ 1 bilhão em uma fintech com sede na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Ninguém foi preso durante a ofensiva.
As apurações foram iniciadas em junho do ano passado, após denúncia formal apresentada pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Segundo os investigadores, as plataformas operavam com domínios instalados no exterior, o que dificultava o rastreamento das atividades financeiras e a fiscalização pelas autoridades brasileiras.
Esquema de fachada e criptoativos
Para burlar os órgãos de controle, as organizações criminosas utilizavam estratégias complexas de publicidade em redes sociais e estruturavam um esquema específico de pagamento. Assim que recebiam os depósitos das apostas dos usuários, os valores eram repassados rapidamente para empresas de fachada.
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Em Brasília, os agentes identificaram que estabelecimentos como uma clínica de atendimento psicossocial e uma loja de tarô foram instrumentalizados para redistribuir o capital entre pessoas físicas, outras empresas e instituições de pagamento, incluindo a conversão dos recursos em criptoativos. Os valores eram centralizados em contas de uma fintech paulista, apontada como o ponto nevrálgico do esquema criminoso.
