Erro da Sabesp: morador recebe conta da vizinha há mais de sete meses
Após troca de hidrômetro em endereço errado, aposentado da Zona Norte de São Paulo enfrenta uma odisseia para corrigir faturas com consumo até 18 vezes maior que o dele

Um erro da Sabesp durante a troca de um hidrômetro transformou a vida do aposentado Sidnei Ribeiro em uma verdadeira odisseia. Há mais de sete meses, ele recebe as contas de água com o consumo da vizinha dele, após técnicos da companhia instalarem o novo medidor no imóvel errado, no bairro do Jardim Maracanã, na Zona Norte de São Paulo.
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Desde a troca, realizada em setembro do ano passado, as faturas, que chegam em nome da esposa de Sidnei, Isaura Ribeiro, refletem um consumo médio de 16 a 18 metros cúbicos mensais. O problema é que o consumo real do casal é inferior a um metro cúbico por mês. Diante da cobrança indevida, Sidnei parou de pagar as contas em outubro e iniciou uma longa jornada em busca de uma solução.
Tentativas frustradas de solução
O aposentado procurou a Sabesp diversas vezes em postos de atendimento presencial e registrou uma queixa na ouvidoria da empresa, tudo sem sucesso. Ele também acionou a ARSESP, a agência reguladora, que notificou a companhia. Em resposta, a Sabesp confirmou a troca do aparelho, mas sustentou que a instalação foi feita corretamente no imóvel de Sidnei, o que é contestado pelo morador. Ele inclusive já filmou um funcionário da empresa realizando a leitura do hidrômetro na casa da vizinha.
"É uma situação bem desagradável porque a vizinha também não tem culpa do que a Sabesp fez, né? Na minha concepção, são pessoas irresponsáveis que fizeram essa troca de hidrômetro, que não perguntaram nem o nome do dono do imóvel", desabafa Sidnei.
Outro lado e novos casos
Procurada pela reportagem da Rádio BandNews FM, a Sabesp ainda não apresentou uma solução definitiva, mas solicitou o contato do ouvinte para apurar o caso. O episódio ocorre em meio a uma ampla campanha da empresa para a substituição de hidrômetros antigos por modelos mais modernos. Outros consumidores também relatam aumentos expressivos nas contas após a troca. A Sabesp argumenta que os novos equipamentos são mais precisos e capazes de identificar vazamentos antes não detectados pelos aparelhos antigos.
