Escritório da esposa de Moraes recebeu R$ 80 milhões do Banco Master
Pagamentos do Banco Master ao escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes e o arquivamento de uma CPI aprofundam a crise de credibilidade em Brasília.

Segundo informações do jornalista Cláudio Humberto, Brasília enfrenta uma grave crise institucional que abala os alicerces do Supremo Tribunal Federal (STF). Fatos recentes, detalhados por Humberto, intensificaram o clima de desconfiança e colocaram ministros da mais alta corte do país em uma posição delicada, com a revelação de contratos que somam mais de R$ 80 milhões entre o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes.
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A turbulência, conforme relatado por Cláudio Humberto, começou a ganhar corpo quando o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, decidiu unilateralmente encerrar os trabalhos da CPI do Crime Organizado. A decisão de não prorrogar a comissão ignorou um pedido formal assinado por 28 senadores, gerando forte reação e suspeitas sobre as motivações por trás do ato.
Poucas horas depois, o jornalista destacou uma reportagem da Folha de São Paulo que revelou que o escritório Barsi de Moraes Sociedade de Advogados, que tem Viviane Barsi de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, como sócia, recebeu pagamentos vultosos do Banco Master. Humberto ressalta que a apuração inicial, de R$ 40 milhões em 2024, foi atualizada, e os pagamentos se estenderam por um período de 22 meses, de fevereiro de 2024 a novembro de 2025.
O valor total transferido, aponta Cláudio Humberto, alcança a impressionante cifra de R$ 80.223.653,84. Os pagamentos mensais, superiores a R$ 3,6 milhões, foram confirmados pelo próprio escritório. O Banco Master também corroborou a transação ao informar o recolhimento de quase R$ 5 milhões em impostos.
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Humberto frisa que a relação contratual foi interrompida em novembro de 2025, coincidindo com a liquidação do Banco Master e a prisão de Daniel Vorcaro. O jornalista recorda um detalhe que adiciona mais suspeitas ao caso: as mensagens enviadas por Dantas ao celular pessoal do ministro Alexandre de Moraes no dia de sua prisão, em que o banqueiro questionava se o ministro havia "conseguido bloquear alguma coisa" — um mistério que, segundo Humberto, permanece sem esclarecimento.
