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Brasil

Estados aderem a subsídio do diesel e governo prevê impacto em até 10 dias

Maioria dos estados concorda com divisão de custos com a União para conter alta do diesel importado e reduzir impacto nos combustíveis

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01/04/2026 14:22 • Atualizado há 207 dias

Estados aderem a subsídio do diesel e governo prevê impacto em até 10 dias

A maioria dos estados brasileiros decidiu aderir à proposta do governo federal para subsidiar o preço do diesel importado, em uma tentativa de conter a alta dos combustíveis e seus efeitos na inflação. A medida prevê uma divisão de custos entre a União e os governos estaduais e deve começar a impactar os preços nas bombas em até dez dias.

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Inicialmente, o Distrito Federal havia sinalizado que não participaria do acordo. No entanto, a governadora Celina Leão recuou e passou a negociar com o Ministério da Fazenda medidas para reduzir os impactos econômicos da alta do diesel, especialmente no transporte rodoviário, que tem forte peso na logística local.

Com a adesão do DF, o número de unidades da federação favoráveis à proposta aumentou. Até então, 23 estados já haviam confirmado participação no programa. A expectativa é de que os demais também acompanhem o movimento, diante da pressão sobre os preços e da dificuldade de alternativas no curto prazo.

O modelo proposto pelo governo prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado. Desse total, R$ 0,60 serão pagos pelos estados e os outros R$ 0,60 pela União. A medida deve vigorar inicialmente por 60 dias, com possibilidade de prorrogação, dependendo do comportamento do mercado.

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Segundo o governo, os estados devem arcar com cerca de R$ 1,5 bilhão durante esse período. A regulamentação será feita por meio de medida provisória, que ainda precisa ser publicada, além da habilitação das empresas importadoras para que o benefício seja repassado.

De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Seron, o efeito prático da medida pode começar a ser sentido nas próximas semanas. A estimativa é que, em até dez dias após a regulamentação, os preços já apresentem algum alívio para consumidores e setores dependentes do combustível.

A iniciativa ocorre em meio a uma escalada nos preços internacionais de energia, que também tem afetado outros segmentos. O querosene de aviação, por exemplo, registrou aumento expressivo, pressionando os custos das companhias aéreas e indicando possível impacto direto no preço das passagens.

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O cenário reforça a preocupação com os efeitos da alta dos combustíveis sobre a economia brasileira, especialmente no transporte de cargas e no custo de vida da população.

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