Polícia encontra fábrica clandestina ligada a mortes por metanol em São Paulo
Oito pessoas foram detidas; São Paulo soma 23 casos confirmados de intoxicação e cinco mortes após consumo de bebidas adulteradas

A Polícia Civil de São Paulo localizou nesta sexta-feira (10) uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, suspeita de ser a origem das garrafas adulteradas com metanol que causaram a morte de ao menos cinco pessoas no estado. A descoberta é parte das investigações sobre a contaminação por produtos falsificados que vêm sendo comercializados em diferentes regiões da capital e do interior.
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De acordo com a polícia, o local funcionava de forma irregular e utilizava etanol comprado em postos de combustíveis, que depois era misturado e transformado em bebidas vendidas como cachaça, vodka e uísque. As apurações indicam que o material adulterado era distribuído em garrafas com rótulos falsificados e chegava a pequenos comércios e bares da Grande São Paulo.
Operação no ABC Paulista
A operação foi deflagrada nesta sexta-feira (10) em endereços da capital e do ABC Paulista. Oito pessoas foram detidas e prestaram depoimento. A investigação tenta identificar a rede de distribuição e os pontos de venda responsáveis por colocar as bebidas adulteradas no mercado.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a perícia foi acionada para recolher amostras dos líquidos encontrados e confirmar a presença de metanol — substância altamente tóxica e proibida para consumo humano.
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Casos em crescimento
O governo de São Paulo confirmou três novos casos de intoxicação nesta sexta-feira, elevando para 23 o total de registros positivos no estado. Outros 148 casos permanecem sob investigação. Desde o início do surto, cinco pessoas morreram após ingerirem bebidas contaminadas.
O metanol, usado normalmente como combustível ou solvente industrial, pode causar cegueira, falência de órgãos e morte mesmo em pequenas quantidades. A Polícia Científica segue analisando as amostras apreendidas para identificar a origem da substância e o método de produção utilizado pelos responsáveis.
As autoridades reforçam o alerta para que os consumidores verifiquem a procedência e o lacre das bebidas antes do consumo. Qualquer suspeita de adulteração deve ser comunicada imediatamente à polícia.
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Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
