Brasil
Jornal da Band

Funcionária do TCE-MT exibia luxo nas redes antes de ser presa

Funcionária do Tribunal de Contas de Mato Grosso ostentava viagens e hospedagens de alto padrão nas redes sociais

2 min

30/10/2026 19:29 • Atualizado há 1 hora

A Polícia Federal prendeu Roseli Fessarki, secretária-executiva do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), e o presidente do órgão, Sérgio Ricardo de Almeida, sob suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

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A prisão ocorreu quatro dias após a servidora publicar registros ostentando uma rotina de luxo em um hotel de luxo em São Paulo.

O esquema de fraudes e desvios investigados

As investigações da Polícia Federal apontam a existência de um esquema de fraudes em contratos, direcionamento para o favorecimento de empresas e pagamento de propinas a servidores e conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso. O mecanismo contava com a pressão sobre fornecedores por meio da suspensão de contratos e de bloqueios de pagamentos.

Segundo o levantamento da Polícia Federal, os saques realizados por Roseli Fessarki somam mais de R$ 3,5 milhões em contas vinculadas ao presidente do Tribunal de Contas, Sérgio Ricardo de Almeida. As apurações indicam que o conselheiro comandou o desvio de R$ 75,8 milhões no ano passado, enquanto outros R$ 48 milhões teriam sido repassados a sete conselheiros e quatro servidores da corte de contas também foram presos na operação.

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Ostentação em hotel de luxo na capital paulista

Dias antes da deflagração da operação policial, Roseli Fessarki compartilhou em suas redes sociais imagens hospedada no hotel Rosewood São Paulo, localizado a poucos minutos da Avenida Paulista. Nos registros, a servidora aparece de roupão com taças de vinho, utilizando jacuzzi e exibindo as instalações do estabelecimento, cujas diárias em suítes podem variar de R$ 4 mil a R$ 20 mil, dependendo da época do ano e da acomodação.

O perfil da servidora nas redes sociais também exibia registros de viagens a destinos cobisaçados no Brasil e no exterior, acompanhados de interações com amigos em momentos de lazer.

Repercussão institucional e desdobramentos

Em nota oficial divulgada após as prisões, o Tribunal de Contas de Mato Grosso informou apenas sobre a continuidade do trabalho e a normalidade administrativa da instituição. O comunicado emitido pela corte de contas não mencionou as prisões dos servidores nem a investigação de corrupção conduzida pelas autoridades federais. A operação segue em andamento para apurar a extensão do esquema e identificar novos envolvidos nas irregularidades no tribunal.