Governo bloqueia 16 mil sites ilegais de apostas e identifica 20 mil perfis
Prazo oficial para que as empresas de bets estornem os saldos retidos termina na quarta-feira (14)

Desde a publicação da medida provisória que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas no país, 16.627 sites ilegais foram identificados e encaminhados para bloqueio. O balanço foi divulgado pelo governo federal na noite desta sexta-feira (9).
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Além das páginas de apostas, a fiscalização mapeou 20.318 páginas, perfis, grupos e servidores em redes sociais e aplicativos digitais, que somavam mais de 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores. A medida visa interromper a promoção irregular e reduzir a circulação de conteúdos que direcionam os internautas a plataformas clandestinas.
Mapeamento detalhado por rede social
A varredura realizada pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), contabilizou a presença de publicidade e ofertas ilegais em diversas plataformas:
- Telegram: 1.027 grupos identificados, alcançando 18.456.115 usuários;
- Facebook: 1.974 páginas;
- Instagram: 560 perfis;
- TikTok: 115 perfis, somando 459.109 seguidores;
- Discord: 1 servidor, com 26.589 membros;
- WhatsApp: 14 grupos, reunindo 369 usuários.
Os procedimentos de suspensão e remoção contam com a articulação do Ministério da Justiça e Segurança Pública com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Ministério da Fazenda.
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Prazo para devolução dos valores
Em paralelo aos bloqueios, teve início nesta sexta-feira (9) o prazo oficial para que as empresas de bets estornem os saldos retidos nas carteiras dos apostadores. O repasse dos valores por meio das instituições financeiras está previsto para ocorrer até quarta-feira (14).
