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Brasil

Guerra entre facções fecha uma das únicas maternidades públicas do Haiti

Mais de 60% das estruturas de saúde não funcionam no país, seja por falta de estrutura, equipe ou segurança

2 min

30/06/2026 09:20 • Atualizado há 117 dias

Guerra entre facções fecha uma das únicas maternidades públicas do Haiti

Enquanto o mundo acompanha a grave crise humanitária na Venezuela depois do terremoto da semana passada, outro país da América Latina também enfrenta uma das fases mais difíceis dos últimos cinco dias. A violência e a disputa entre facções criminosas levaram a ONG Médicos sem Fronteiras a desativar uma das únicas maternidades públicas do Haiti.

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Hoje, mais de 60% das estruturas de saúde não funcionam no país, seja por falta de estrutura, equipe ou segurança. Uma delas é a maternidade Isaïe Jeanty, que fica em Cité Soleil, na região metropolitana de Porto Príncipe e uma das áreas mais pobres das Américas.

O local está em uma "Zona Vermelha", por ficar em um ponto de conflito entre grupos armados. Desde o dia 19 de junho, a maternidade está fechada e sem previsão de reabertura.

A enfermeira brasileira Joyce Demarchi, que é da equipe do hospital, está no país desde fevereiro e conversou com a BandNews FM. Ela relata que, quando existe um hospital, chegar nele pode ser quase impossível.

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Os Médicos sem Fronteiras operam em parceria com o Ministério da Saúde do Haiti, então o atendimento é de graça. No entanto, em momentos de conflito, quando as facções trocam ataques, o transporte desaparece, sem opção de ônibus, táxi ou mototáxi.

Fora isso, cruzar o espaço por conta própria, de carro, bicicleta ou a pé, pode ser muito arriscado. Ou seja, nem os profissionais da saúde conseguem chegar para o atendimento.

A crise humanitária é reflexo da situação política do país: a última vez em que os haitianos foram às urnas foi em 2016. Em 2021, o então chefe de Estado, Jovenel Moïse, foi morto em um atentado e o país está sem presidente desde então.

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O Haiti era comandado pelo Conselho Presidencial de Transição, que encerrou o mandato em fevereiro deste ano, depois que os Estados Unidos ameaçaram intervir.

Ou seja, o Haiti está completamente à deriva, sem um governo no comando e a população completamente abandonada em serviços básicos, como destaca a enfermeira Joyce Demarchi

A violência escalou na região desde o dia 13 de junho, com o fechamento do hospital no dia 19. Além disso, nas regiões onde há saneamento básico, as cidades estão sem abastecimento de água.

Guerra entre facções fecha uma das únicas maternidades públicas do Haiti