Idoso é encontrado morto e amarrado dentro de casa em São Paulo
Carlos Henrique de Borba foi localizado por amigos de uma igreja evangélica; a Polícia Civil investiga o caso como homicídio doloso na Zona Sul paulistana

Um homem de 62 anos, identificado como Carlos Henrique de Borba, foi encontrado morto dentro da própria residência no bairro Cidade Ademar, na Zona Sul de São Paulo. O corpo do aposentado apresentava sinais de violência e estava amarrado com uma corda no pescoço. O caso, registrado inicialmente como homicídio doloso, mobiliza as autoridades policiais para identificar a autoria e a motivação do crime.
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A ausência da vítima nos cultos de uma igreja evangélica local despertou a preocupação de conhecidos. Fiéis estranharam o fato de o portão da residência estar sem o cadeado habitual por três dias consecutivos. Diante da falta de respostas, um grupo de amigos decidiu entrar no imóvel e localizou o corpo em avançado estado de decomposição.
O amigo da vítima relata o momento da descoberta. Segundo ele, ao notar que a porta estava destrancada, o grupo entrou na casa às escuras. Com o auxílio de uma lanterna, visualizaram o rosto da vítima com marcas de sangue e as mãos arroxeadas, além de sentirem um forte odor no local.
Investigação e perícia técnica
As primeiras informações indicam que a morte pode ter sido causada por asfixia, devido à corda encontrada no pescoço do aposentado. No entanto, a confirmação oficial da causa do óbito depende dos laudos que serão emitidos pelo Instituto Médico Legal (IML).
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Durante a perícia técnica na residência, os agentes não localizaram, em um primeiro momento, objetos ou indícios que pudessem levar diretamente à autoria do assassinato. A polícia trabalha para entender o que ocorreu no período em que a vítima permaneceu trancada dentro do imóvel antes de ser encontrada pelos fiéis.
A conduta de Carlos Henrique de Borba é descrita por amigos como reservada. O amigo afirma que o aposentado congregava na igreja há cerca de três anos e mantinha uma rotina restrita ao ambiente doméstico e religioso. De acordo com os relatos, ele era considerado uma pessoa simpática e não tinha desavenças conhecidas ou inimigos declarados.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo assume a responsabilidade pelas investigações. Os policiais buscam agora imagens de câmeras de segurança na região e depoimentos de vizinhos que possam ajudar a reconstruir os últimos passos da vítima e identificar possíveis suspeitos que tenham frequentado o local nos dias que antecederam o crime.
