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Brasil

Juliana Rosa: preço do petróleo cai após Trump indicar fim da guerra

Cotação do barril do tipo Brent, que chegou a quase US$ 120 na segunda (9), operou em US$ 92 na manhã desta terça (10)

3 min

10/03/2026 10:27 • Atualizado há 229 dias

Juliana Rosa: preço do petróleo cai após Trump indicar fim da guerra

O preço do barril de petróleo opera em um cenário de extrema instabilidade nesta semana, refletindo o cabo de guerra de narrativas entre os Estados Unidos e o Irã. A cotação do barril do tipo Brent, referência para o mercado brasileiro, que chegou a se aproximar de US$ 120 nesta segunda-feira (9), era negociada a US$ 92 na manhã desta terça-feira (10).

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A colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, aponta que a queda abrupta ocorreu após o presidente norte-americano, Donald Trump, sinalizar que o conflito com o Teerã pode estar mais perto do fim do que o esperado.

Entenda a alta

O mercado presenciou uma escalada nos preços, com o barril tipo Brent atingindo a máxima de US$ 119 nesta segunda-feira (9). A alta foi impulsionada por notícias de que grandes produtores do Oriente Médio planejavam reduzir a produção de petróleo, por causa do risco iminente de fechamento do Estreito de Hormuz, uma das rotas mais importantes do mundo, por onde escoa cerca de 20% da produção global.

A colunista explica que o temor de ataques a navios e refinarias na região acendeu o alerta sobre um choque na oferta global, pressionando os preços para cima.

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A virada com a fala de Trump

O cenário de estresse começou a mudar após declarações de Donald Trump. O presidente americano afirmou que a guerra contra o Irã estaria "perto do fim" e que o cronograma de enfraquecimento militar do país estaria "muito adiantado".

A fala teve efeito imediato: no mercado eletrônico, que funciona após o fechamento regular, a cotação do barril chegou a recuar para a mínima de US$ 83. A declaração foi recebida como um sinal de recuo, apoiada por sinalizações de países do G7, que reúne Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá, além da União Europeia. O grupo se despos a ofercer reservas de petróleo para conter uma possível crise no setor.

Incerteza e o futuro do Estreito de Hormuz

Apesar do alívio momentâneo, Juliana Rosa aponta que a situação permanece altamente instável. O Irã rebateu as falas do presidente americano, afirmando que o conflito "só vai acabar quando eles quiserem". Em paralelo, Trump elevou o tom e ameaçou atacar o país "com 20 vezes mais força" caso o Estreito de Ormuz seja oficialmente fechado.

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Atualmente, o fluxo na passagem, que estava próximo de zero, melhorou ligeiramente e opera com 20% da sua capacidade normal, com embarcações ainda receosas de transitar pela área. Especialistas apontam que, enquanto Trump busca um acordo para declarar uma vitória rápida, os objetivos reais do Irã e os próximos passos do conflito continuam sendo uma grande incógnita para o mercado.