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Justiça nega pedido para Marcola participar presencialmente de julgamento

O julgamento está marcado para maio do ano que vem no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista

2 min

23/10/2026 19:00 • Atualizado há 1 dia

Justiça nega pedido para Marcola participar presencialmente de julgamento

Justiça nega pedido para Marcola participar presencialmente de julgamento

Reprodução/Band

A Justiça negou o pedido da defesa para que Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, participe presencialmente do julgamento em que é réu pelo assassinato de dois policiais durante os ataques de maio de 2006.

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O julgamento está marcado para maio do ano que vem no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista. Com a negativa da Justiça para a presença física dos réus, Marcola e os demais envolvidos devem ser interrogados de forma virtual por meio de uma plataforma de chamadas de vídeo utilizada pela Justiça de São Paulo.

De acordo com as autoridades, a decisão de manter o réu em segurança foi motivada pelo alto risco de uma tentativa de resgate. Desde 2019, quando deixou a Penitenciária Dois de Presidente Venceslau, em um megaesquema de segurança, ele já foi transferido duas vezes entre as penitenciárias federais de Porto Velho (RO) e Brasília (DF), local onde se encontra atualmente.

Histórico e riscos de resgate

O crime em questão fez parte da onda de violência registrada em maio de 2006 no estado de São Paulo, quando as vítimas sofreram atentados no município de Jundiaí. Na ocasião, 59 agentes públicos foram mortos pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e mais de 500 civis foram assassinados em represálias.

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Marcola já estava preso na época dos atentados, mas responde como mandante dos assassinatos ao lado de Júlio César Guedes (o Julinho Carambola) e Paulo Ferreira Lustosa (o Japonês), ambos apontados como integrantes da cúpula do PCC conhecida como Sintonia Final.

Segundo as informações do processo, ao menos sete planos de resgate já foram descobertos pelas autoridades ao longo dos anos. Os esquemas incluíam estruturas semelhantes às utilizadas em ataques a grandes transportadoras de valores, com dezenas de metralhadoras ponto 50, veículos blindados e até o sequestro de helicópteros.

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