Juliana Rosa: Limite aos “penduricalhos” é avanço, mas ainda insuficiente
Colunista destaca que Judiciário ainda tem gastos elevados e precisa participar do esforço de equilíbrio das contas públicas

A colunista Juliana Rosa avalia que a decisão do STF de limitar os chamados “penduricalhos” pagos para integrantes do Judiciário representa um avanço no processo de moralização, mas ainda está longe de solucionar o problema dos altos salários e das despesas do setor.
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Pelas novas regras, verbas extras acima do salário de R$ 46 mil, correspondente ao teto do funcionalismo, ficam limitadas a 70% desse valor. Na prática, a remuneração total pode chegar a cerca de R$ 78 mil. Antes, benefícios e pagamentos adicionais podiam elevar os ganhos mensais para R$ 300 mil, R$ 400 mil ou até R$ 500 mil.
Segundo estimativa do economista Felipe Souto, a mudança pode gerar economia de R$ 3,3 bilhões por ano. Apesar disso, o extrateto ainda deve representar R$ 17 bilhões em gastos em 2026. Juliana destaca que o Judiciário precisa fazer parte do debate sobre o equilíbrio das contas públicas e questiona benefícios como o quinquênio, que garante reajuste de 5% a cada cinco anos.
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