Brasil

Lula e Trump reabrem negociações e governo prepara missão a Washington

Após encontro na Malásia no domingo (26), Planalto aposta em agenda com EUA para discutir fim do tarifaço

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27/10/2025 20:29 • Atualizado há 362 dias

Lula e Trump reabrem negociações e governo prepara missão a Washington

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reabrem o canal de diálogo bilateral após uma conversa no domingo (26), na Malásia, e acertam a montagem de uma agenda de negociações para tratar de temas econômicos sensíveis, como o tarifaço aplicado a produtos brasileiros.

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O Planalto prepara o envio, já na próxima semana, de uma comitiva formada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo chanceler Mauro Vieira a Washington.

No balanço do encontro, Lula afirma que estabeleceu uma “regra de negociação” com Trump, com contato direto entre os líderes quando necessário e atuação de equipes técnicas. De acordo com o presidente, o Brasil levou um documento com os pontos prioritários a serem discutidos, entre eles a revisão das sobretaxas e correções sobre dados comerciais que, segundo o governo, teriam sido apresentados de forma equivocada pelos EUA.

Direto da Malásia, o âncora Eduardo Barão relatou no BandNews FM que Lula completou 80 anos nesta segunda (27) e participou de um jantar de gala oferecido pelo primeiro-ministro malaio. Ele detalhou que os dois presidentes decidiram abrir o encontro à imprensa, de última hora. Apesar do clima tenso nos bastidores, ambos responderam a perguntas, e Lula reforçou que Alckmin, Haddad e Mauro Vieira formam o “time de alto nível” a ser destacado para negociar em Washington, caso a reunião técnica seja confirmada para a próxima semana.

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Em Brasília, o repórter Alex Guzmão informou que o governo tenta aproveitar a “boa química” do encontro sem criar expectativas desmedidas. Um dos caminhos em estudo é solicitar que, durante a fase de transição para um acordo, os EUA suspendam a sobretaxa, com posterior discussão de parâmetros definitivos para a tarifa, um recuo que poderia, na avaliação de interlocutores do Planalto, beneficiar ambos os lados e abrir espaço para entendimentos mais amplos.

O governo brasileiro, por sua vez, considera que o alinhamento entre as equipes econômicas e diplomáticas pode produzir um gesto inicial até o fim do ano. A aposta é manter o diálogo em alta intensidade, com foco em medidas que tenham impacto rápido sobre as exportações brasileiras, sem perder de vista um acordo mais abrangente.

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