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Nacional

Mãe doa órgãos da filha e vira símbolo de campanha em Curitiba

No mês de setembro, dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, a história de Maria de Lourdes Kukla, copeira, chama a atenção em um hospital de Curiti

3 min

01/09/2026 15:08 • Atualizado há 53 dias

Mãe doa órgãos da filha e vira símbolo de campanha em Curitiba

No mês de setembro, dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, a história de Maria de Lourdes Kukla, copeira, chama a atenção em um hospital de Curitiba: após a morte da filha de 29 anos por complicações de uma crise de asma, ela decidiu autorizar a retirada dos órgãos da jovem e transformou o luto em chance de salvar outras vidas.

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Do luto à solidariedade

A filha de Maria de Lourdes chegou ao hospital em uma das crises mais graves de asma e, mesmo com atendimento, não resistiu. Diante da confirmação da morte, a equipe explicou à família a possibilidade de doação de órgãos e esclareceu as etapas do processo.

Segundo relatos da copeira, a decisão não foi fácil, mas ela avaliou que a filha poderia continuar ajudando pessoas mesmo após a morte. Com a autorização registrada, os órgãos foram destinados a pacientes que aguardavam na fila de transplante.

Hoje, Maria de Lourdes relata com frequência sua experiência a conhecidos e a outras famílias, na tentativa de incentivar que considerem a doação em situações de perda.

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Paraná é referência em doação

O Paraná se destaca no cenário nacional de transplantes e registra cerca de 42 doadores a cada 1 milhão de habitantes, número que representa mais que o dobro da média brasileira.

Para o médico oncologista Caue Silva, que atua na unidade, cada autorização tem impacto direto em vários pacientes. Ele lembra que, a partir de um único doador, diferentes órgãos e tecidos podem beneficiar pessoas em situação crítica de saúde.

Quando a doação é possível

Conforme explica o especialista, a doação de órgãos sólidos ocorre em casos de morte encefálica, quando a atividade cerebral é irreversivelmente interrompida, mas o coração ainda bate com auxílio de aparelhos. Já a doação de tecidos, como córneas, acontece após a parada cardíaca, seguindo critérios médicos específicos.

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O médico reforça que, no sistema brasileiro, a família é quem autoriza a doação. Por isso, ele orienta quem deseja ser doador a comunicar claramente essa vontade aos parentes mais próximos, para que eles se sintam seguros ao tomar a decisão.

Importância de falar sobre o tema

Na visão de Maria de Lourdes, conversar sobre o assunto antes de uma emergência pode evitar conflitos e ajudar a transformar uma situação de dor em gesto de solidariedade. Ela afirma que, ao saber que outras pessoas tiveram a chance de tratamento, encontra algum conforto na perda da filha.

Durante o mês de setembro, hospitais e entidades de saúde intensificam ações educativas sobre doação de órgãos, com palestras, distribuição de materiais informativos e relatos de doadores e receptores. Histórias como a de Maria de Lourdes, em Curitiba, mostram como a decisão familiar pode encurtar a fila de transplantes e oferecer nova perspectiva a pacientes que aguardam por um órgão.

Mãe doa órgãos da filha e vira símbolo de campanha em Curitiba